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Plenário da Câmara durante o início da votação; conclusão ocorreu na noite de ontem
Plenário da Câmara durante o início da votação; conclusão ocorreu na noite de ontem
Foto: FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

PDT ameaça expulsar Tabata Amaral

E OUTROS DEPUTADOS. Comando nacional do partido ameaça de expulsão parlamentares favoráveis à reforma da Previdência

O comando nacional do PDT ameaça expulsar do partido um grupo de deputados, entre eles Tabata Amaral (SP), que sinalizou intenção de votar a favor da reforma da
Previdência.

O presidente nacional pedetista, Carlos Lupi, argumenta que o partido fechou questão, em convenção realizada em março, contra as mudanças no sistema previdenciário propostas pelo governo Jair Bolsonaro.

Dessa forma, ele afirma que quem descumprir a orientação partidária responderá a um processo disciplinar.

"Até uma semana atrás a Tabata tinha posição igual à do partido. De uma semana para cá, a gente ainda não sabe os motivos, ela mudou de posição, e ontem [terça-feira (9)] ela esteve aqui com outros deputados e me comunicou isso", disse à reportagem Lupi nesta quarta-feira.

A penalidade do processo disciplinar - segundo Lupi - varia de advertência a desligamento do partido.

Questionado, o dirigente partidário não quis antecipar qual a punição que poderia ser aplicada para os parlamentares que não acatarem a decisão da convenção, mas disse tratar-se de um caso "grave".

Apesar das declarações de Lupi, Tabata Amaral já deu declarações públicas que indicam apoio à proposta, embora também tenha feito críticas a itens que constavam no texto original, como as mudanças no BPC (Benefício de Prestação Continuada) e na aposentadoria rural.

Nesta terça, em outra demonstração de apoio à proposta, Tabata foi um dos três congressistas do PDT que votaram contra uma manobra regimental para adiar a análise da PEC (Proposta de Emenda à Constituição).

A assessoria da deputada disse que ela não comentaria as declarações de Lupi e que tampouco adiantaria seu voto.

À reportagem Lupi afirmou ainda que se reuniu com Tabata Amaral e com outros "cinco ou seis deputados", na terça-feira, quando eles lhe comunicaram a intenção de votar a favor da reforma da
Previdência.

Lupi disse que, no encontro com os parlamentares, não falou em nenhum momento que eles seriam expulsos, mas deixou claro que eles "teriam as sanções previstas no
estatuto".

O dirigente partidário disse que o partido considerará desrespeito à decisão da convenção o deputado que apoiar no plenário a votação sobre o mérito da reforma da Previdência, e não as deliberações de manobras regimentais - como as que ocorreram na terça-feira.

MAIS DA REFORMA.

Deputados da bancada da segurança pública na Câmara conseguiram construir um acordo com líderes partidários e governo para que policiais federais, policiais rodoviários federais e policiais legislativos tenham regras mais brandas na reforma da Previdência.

Para quem já está na carreira, a idade mínima de aposentadoria deve ser de 53 anos, se homem, e 52 anos, se mulher, além da previsão de um "pedágio" de 100%.

Ou seja, se faltam dois anos para se aposentar, o policial teria que trabalhar mais quatro anos.

No entanto, a idade mínima para que ainda vai entrar nessas carreiras deve permanecer em 55 anos - como desejava inicialmente o governo.

Hoje, não há idade mínima para que policiais entrem na inatividade, mas sim uma exigência de 30 anos de contribuição, se homem, e 25 anos, se mulher. (FP)

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