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 Marcelo Miranda foi governador de Tocantins entre janeiro de 2003 e setembro de 2009, e, depois, de janeiro de 2015 até junho de 2018
Marcelo Miranda foi governador de Tocantins entre janeiro de 2003 e setembro de 2009, e, depois, de janeiro de 2015 até junho de 2018
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Ex-governador, pai e filho teriam desviado R$ 300 mi

O ex-governador do Tocantins Marcelo Miranda (MDB) foi preso durante operação da Polícia Federal por suspeita de corrupção

Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira (26), em Brasília, o ex-governador do Tocantins Marcelo Miranda (MDB) por suspeita de corrupção. O pai dele, José Edmar Brito Miranda, e o irmão Brito Miranda Júnior também foram detidos. Os três são alvos de mandados de prisão preventiva (sem prazo).

Marcelo Miranda foi preso no apartamento funcional de sua mulher, a deputada federal Dulce Miranda (MDB-TO). A PF informou que ela não é alvo desta investigação.

A PF disse, em nota, estimar que o grupo tenha causado prejuízos de cerca de
R$ 300 milhões aos cofres públicos. A defesa dos suspeitos ainda não havia se manifestado até a tarde de ontem. "Constatou-se que um núcleo familiar, composto por três pessoas influentes no meio político do Tocantins, sempre esteve no centro das investigações, com poderes suficientes para aparelhar o estado mediante a ocupação de cargos comissionados estratégicos para a atuação da organização criminosa", disse a PF.

Marcelo Miranda foi governador de Tocantins entre janeiro de 2003 e setembro de 2009, e, depois, de janeiro de 2015 até junho de 2018.

Ele foi cassado no último ano por abuso de poder político e econômico, além de arrecadação e gastos ilícitos de recursos na campanha de 2014. Em seguida, foi realizada eleição suplementar no estado. A PF informou que aproximadamente 70 policiais cumprem 11 mandados de busca e apreensão, além dos três de prisão preventiva.

Todos foram expedidos pela 4ª Vara Federal de Palmas e são cumpridos nas cidades tocantinenses de Palmas, Tocantínia, Tupirama e Araguaína, além de Goiânia (GO), Santana do Araguaia (PA), Sapucaia (PA) e São Félix do Xingu (PA).(FP)

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