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Tempestade deixou ruas s esburacadas e cobertas de lama em Lourdes, bairro nobre de Belo Horizonte
Tempestade deixou ruas s esburacadas e cobertas de lama em Lourdes, bairro nobre de Belo Horizonte
Foto: RAMON RICARDO/FUTURA PRESS/FOLHAPRESS

Belo Horizonte tem janeiro mais chuvoso em 110 anos

Chuva que atingiu a cidade causou muitos estragos e, segundo prefeito, reconstrução vai custar ao menos R$ 300 milhões

A reconstrução de Belo Horizonte após dias de forte temporal vai custar entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões, segundo o prefeito da cidade, Alexandre Kalil (PSD). "O que aconteceu aqui, nenhuma cidade do mundo aguentaria. Paris, Nova York ou Boston." De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), janeiro já foi o mês mais chuvoso da história da cidade desde o início da medição climatológica há 110 anos. Ao menos 55 pessoas já morreram por causa das chuvas em Minas Gerais.

Depois da tempestade de sexta-feira (24), que atingiu a periferia da capital mineira, as chuvas da noite de terça-feira (28) destruíram parte da zona sul da capital, área nobre da cidade, incluindo ruas em frente à casa do prefeito, que mora no bairro de Lourdes. Não houve registro de mortes em Belo Horizonte em decorrência das chuvas da terça-feira.

Kalil afirmou que espera que parte dos recursos saia do governo federal. O presidente da República, Jair Bolsonaro, deverá viajar a BH nesta quinta-feira (30). Bolsonaro deve sobrevoar as regiões mineiras atingidas pelas chuvas, acompanhado dos ministros do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, e da Defesa, Fernando Azevedo e Silva. Desde a semana passada, o Estado teve 54 mortes por chuvas em 17 municípios, além de quase 46 mil desabrigados e desalojados. No total, 101 cidades estão em situação de emergência

"Esperamos a sensibilidade do governo federal". O gestor municipal disse ainda que o primeiro passo agora é limpar a cidade. A reconstrução, no entanto, só ocorrerá em período mais seco. O prefeito se comprometeu ainda a dobrar o número de funcionários e máquinas voltadas para a limpeza do município nesta quarta-feira, elevando os números para 1,2 mil e 150, respectivamente. O objetivo, no momento, segundo o prefeito, "é desobstruir vias e colocar a cidade para andar".

Ao anunciar as medidas, Kalil chorou por duas vezes. Também pediu paciência da população para a realização das obras. Ele disse ainda que o governo estadual decidiu pagar em três parcelas parte de uma dívida de R$ 200 milhões que tem com a prefeitura. "Vamos reconstruir essa cidade, que foi destruída por essa catástrofe", garantiu, tratando as chuvas em Belo Horizonte como o maior desastre nos 122 anos da cidade.

Kalil usou os estragos causados pelas chuvas na região centro-sul da cidade para reclamar de empreiteiros da capital que criticaram o plano diretor, aprovado no ano passado, e que prevê menos área da cidade para construção.

"A resposta chegou à casa deles", declarou, se referindo ao fato de os empreiteiros também morarem na região atingida.

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