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Eduardo Pazuello é ministro da Saúde
Eduardo Pazuello é ministro da Saúde
Foto: Erasmo Salomão/MS

Pazuello afirma que vacina de Oxford é a melhor opção

Ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello disse que dados de vacina russa são rasos e ‘incipiente’

Nesta quinta-feira (13), o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello disse que a nova vacina da Rússia contra o novo coronavírus (Covid-19) é muito "incipiente" e "rasa" e afirmou que o imunizante que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford ainda se mostra a melhor opção para o Brasil.

Em julho, o governo brasileiro assinou com o laboratório AstraZeneca um documento que dará base para o acordo de parceria na elaboração da vacina de Oxford, batizada de ChAdOx1 e em teste no Brasil.

As declarações de Pazuello aconteceram durante uma audiência na comissão mista do Congresso Nacional que acompanha as ações de enfrentamento à Covid-19.

Pazuello disse que manteve uma videoconferência com o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), e com os técnicos que assinaram um acordo de cooperação com o Fundo de Investimento Direto da Rússia para pesquisa e produção da vacina.

"Essa videoconferência mostrou que, concordo com os dados ali, está muito incipiente, as posições estão muito rasas. Nós não temos profundidade nas respostas. Não temos acompanhamento dos números", disse o ministro, após ser questionado por parlamentares.

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A Rússia anunciou na terça-feira (11) que concedeu a primeira aprovação regulatória do mundo para uma vacina contra a Covid-19, que foi chamada de Sputnik V para os mercados estrangeiros.

A aprovação foi dada pelo Ministério da Saúde do país à imunização produzida pelo Instituto Gamaleya de Moscou após menos de dois meses do início dos testes em humanos, segundo afirmou na ocasião o presidente russo Vladimir Putin.

No dia seguinte, o governo do Paraná assinou um memorando de entendimento com a Rússia para dar início às tratativas relativas à vacina. A parceria vai ser dar por meio do TecPar (Instituto de Tecnologia do Paraná). "Pode até haver tudo isso [eficácia], mas tem que ter muita negociação, muito trabalho para que isso seja de uma forma efetiva, digamos, avalizado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para que nós possamos discutir a compra", disse o ministro.

Pazuello também repetiu a posição largamente divulgada pelo Ministério da Saúde, de que os técnicos estão monitorando o desenvolvimento das vacinas no mundo e que devem aderir à primeira imunização que se mostrar mais eficaz e segura.

"Resumindo: nós estamos atentos à vacina russa e caso essa prospecção seja positiva, nós devemos também participar, seja por intermédio da Tecpar, em Curitiba, seja por intermédio de uma outra ala de fabricação nossa", disse.

"É orientação e diretriz minha que todas as vacinas que se mostrem em uma prospeção positiva, devemos estar acompanhando, devemos estar parceiros e com opção de compra".

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