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O senador Márcio Bittar, relator do Orçamento de 2021, disse que foi autorizado a  incluir a criação de um novo programa  no seu relatório
O senador Márcio Bittar, relator do Orçamento de 2021, disse que foi autorizado a incluir a criação de um novo programa no seu relatório
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Relator diz que Bolsonaro autorizou incluir novo programa social no Orçamento

Na terça, Bolsonaro proibiu o Renda Brasil; relator do Orçamento não disse de onde sairiam os recursos para bancar o novo programa social

O senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator do Orçamento de 2021, disse que foi autorizado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a incluir a criação de um novo programa social no seu relatório. A declaração de Bittar foi dada nesta quarta-feira (16) aos jornalistas, após uma reunião do senador com Bolsonaro no Palácio do Planalto. O governo ainda não se pronunciou.

"Tomei café da manhã com o presidente da República. Agora, antes do almoço conversamos mais um pouco, e eu fui solicitar ao presidente, se ele me autorizava a colocar dentro do Orçamento a criação de um programa social que possa atender milhões de brasileiros que foram identificados ao longo da pandemia e que estavam fora de qualquer programa social. O presidente me autorizou", disse Bittar.

O relator, no entanto, não disse de onde sairiam os recursos para bancar o novo programa social, que seria destinado para auxiliar trabalhadores após o fim do pagamento do auxílio emergencial, em dezembro, assim como seria o Renda Brasil.

"Não adianta agora a gente especular do que vai tirar, de onde que vai cortar, mas estou autorizado pelo presidente, ele me deu sinal verde. E, a partir de agora, vou conversar com os líderes do governo no Senado e na Câmara, conversar com a equipe econômica", disse o senador, que prometeu entregar o relatório da PEC do pacto federativo com a inclusão do novo programa.

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Renda Brasil

Nesta terça-feira (15), em um vídeo divulgado nas redes sociais, Bolsonaro disse que está proibido falar de Renda Brasil no governo até o fim de seu mandato em 2022, e que o Bolsa Família está mantido. O Renda Brasil chegou a ser discutido no governo para ser o substituto do Bolsa Família, no entanto Bolsonaro e o Ministério da Economia não conseguiram chegar a um acordo sobre os cortes em gastos do governo que deveriam ser feitos para financiar o novo programa.

A desistência de Bolsonaro do programa ocorreu após o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues dizer que estavam sendo estudadas alternativas como o congelamento de aposentadorias e pensões e a redução do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Para o presidente, cortar auxílios é um "devaneio de alguém que está desconectado com a realidade".

 

 

 

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