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Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) fechou um contrato com o Serum para compra e fornecimento de 2 milhões de doses da vacina
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) fechou um contrato com o Serum para compra e fornecimento de 2 milhões de doses da vacina
Foto: ITAMAR CRISPIM/FIOCRUZ

Índia pode vetar exportação da vacina, mas Fiocruz tenta reverter o processo

Fundação planeja importar 2 milhões de doses prontas da vacina, mas o CEO do laboratório responsável pela fabricação diz que o país não permitirá a exportação

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está tentando reverter um possível veto do governo da Índia para a exportação de vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford.

A fundação está planejando a importação de 2 milhões de doses prontas do imunizante fabricado na Índia. Se for permitida a compra, o calendário de imunização no Brasil poderia ser antecipado para janeiro. Além das doses prontas, a Fiocruz também planeja produzir as próprias doses, mas o primeiro lote só ficaria pronto em fevereiro.

De acordo com dirigentes da Fiocruz, a intenção do laboratório é buscar uma solução diplomática através do Itamaraty e do Ministério da Saúde para permitir a chegada das doses.

A fundação deve pedir o aval para uso emergencial da vacina para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda nesta semana. O registro definitivo deverá ser pedido até o dia 15.

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Reunião

Nesta segunda-feira, a agência e a Fiocruz realizaram uma reunião para acertar detalhes sobre esses pedidos. Em nota, a Anvisa disse que ainda aguarda dados mostrando que o produto indiano é semelhante ao fabricado no Reino Unido e que já teve dados clínicos aprovados.

Portanto, se houver diferença entre os produtos, estudos de "comparabilidade" deverão ser realizados para mostrar que ambos são ao menos equivalentes.

De acordo com integrantes do governo federal, o veto indiano não deve atrasar a discussão sobre uso emergencial.

Segundo o CEO do Instituto Serum da Índia, responsável pela fabricação das doses da AstraZeneca, Adar Poonawalla, o país não permitirá a exportação. "Só podemos dar [as vacinas] ao governo da Índia no momento", disse Poonawalla no domingo (3).

Insumos

Antes da autorização de importação das 2 milhões de doses, a Fiocruz planejava receber apenas o insumo farmacêutico e completar a fabricação das doses no País.

Por ser tratar de uma importação excepcional, a Anvisa determina que as vacinas fiquem sob a guarda da Fiocruz até que seja dado o registro ou aval de uso emergencial. É o mesmo processo autorizado ao Instituto Butantã, que afirma ter 10,8 milhões de doses de unidades da Coronavac estocadas.

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