Café sem açúcar pode ajudar você a viver mais, aponta estudo

Pesquisa sugere que até 3 xícaras por dia têm melhor relação com o resultado, e que o horário do consumo também entra na conta

Pesquisa dos EUA liga café puro a menor risco de morte

Pesquisa dos EUA liga café puro a menor risco de morte | Freepik

Beber café sem açúcar, sem adoçante e sem gordura extra pode fazer diferença no longo prazo. Uma nova análise de pesquisadores da Universidade Tufts associou a bebida pura a um risco menor de mortalidade.

O achado reforça que o jeito de preparar a xícara importa. Em especial, quando entram açúcar e gorduras, o efeito observado pode mudar.

Ao analisar dados nacionais dos Estados Unidos, os pesquisadores observaram um padrão entre adultos que tomavam café puro. Quem bebia de 1 a 2 xícaras por dia teve 16% menos risco de morte.

Entre 2 e 3 xícaras, a redução foi de 17%. Acima de 3 xícaras, não houve benefício adicional, e a proteção cardiovascular diminuiu quando o consumo passou desse limite diário.

Açúcar e gordura podem reduzir o benefício

O estudo não encontrou o mesmo efeito em quem adicionava muito açúcar ou gordura saturada. “A adição de açúcar e gordura saturada pode reduzir os benefícios”, afirmou Fang Fang Zhang, segundo o jornal O Globo.

Os cientistas lembram que o café tem compostos bioativos associados à saúde. O problema é que a soma de aditivos pode contrabalançar esse possível ganho.

Quanto açúcar e gordura fazem diferença

Para a análise, baixo teor de açúcar foi definido como menos de 2,5 g por xícara, o equivalente a meia colher de chá. Acima disso, os efeitos benéficos começaram a desaparecer.

Com a gordura saturada, o limite foi de 1 g por xícara. Pequenas porções de leite, creme de leite ou cremes prontos já mudavam o resultado.

Segundo Bingjie Zhou, outro pesquisador responsável, “poucos estudos examinaram como os aditivos podem impactar a relação entre o consumo e o risco de mortalidade”, e a pesquisa quantificou esses ingredientes.

A análise reuniu nove ciclos da Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição e incluiu 46 mil adultos, com o café separado por tipo e pelos teores de açúcar e gordura.

O horário do consumo também entra na discussão

Outro estudo, publicado no European Heart Journal, sugere que beber café pela manhã pode estar ligado a reduções na mortalidade. Em comparação com quem não bebia café, consumidores matinais tiveram 16% menos chance de morrer por qualquer causa.

Nesse trabalho, o risco de morte cardiovascular foi 31% menor entre quem concentrava o consumo no período da manhã. Os benefícios foram parecidos entre consumidores moderados e pesados.

A leitura geral é que quantidade, aditivos e horário podem influenciar o efeito final do café no organismo.