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Documento critica o governo  Bolsonaro e ressalta medidas políticas que contrariam direitos
Documento critica o governo Bolsonaro e ressalta medidas políticas que contrariam direitos
Foto: Alan Santos/PR

Bolsonaro minimizou pandemia e tentou sabotar estados, diz relatório internacional

Documento critica o governo brasileiro e ressalta medidas políticas que contrariam os direitos das mulheres e das pessoas com deficiência

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) minimizou a pandemia e tentou sabotar os esforços dos estados para tomar medidas contra a Covid-19, segundo o Relatório Mundial 2021 da ONG internacional Human Rights Watch, divulgado nesta quarta-feira.

O documento critica o governo brasileiro e ressalta medidas políticas que contrariam os direitos das mulheres e das pessoas com deficiência, além de descartar as inúmeras críticas a mídia. “Nosso relatório mostra que a resposta do governo do presidente Bolsonaro à pandemia tem sido desastrosa, o presidente Bolsonaro, desde o começo, minimizou a gravidade da doença, publicou informação equivocada, tentou sabotar os esforços dos estados para tomar medidas contra a Covid-19 e, nesse momento, parece estar fazendo campanha contra a vacina”, diz um dos pesquisadores da ONG, César Muñoz.

Contudo, a ONG destaca esforços de instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para reduzir danos causados por decisões governamentais.

Um dos exemplos citados pelo relatório foi a decisão do STF de barrar as tentativas federais de retirar a competência dos estados em restringir a circulação de pessoas para conter a propagação do novo coronavírus.

Por sua vez, a CNJ é lembrada por ter recomendado a juízes que reduzissem prisões provisórias durante a pandemia.

Tais medidas foram impostas enquanto, de acordo com o documento, Bolsonaro “tentou sabotar medidas de saúde pública destinadas a conter a propagação da pandemia de Covid-19”.

“O presidente Bolsonaro minimizou a Covid-19, a qual chamou de ‘gripezinha’, recusou-se a adotar medidas para proteger a si mesmo e as pessoas ao seu redor; disseminou informações equivocadas e; tentou impedir os governos estaduais de imporem medidas de distanciamento social”, diz o texto.

Violência policial

Outra crítica é feita sobre o crescimento da violência policial no País. No Rio de Janeiro, foram mortas 744 pessoas entre janeiro e maio de 2020. Em São Paulo, as mortes por agentes em serviço aumentaram 9% no período de janeiro a setembro, informa o relatório.

No Brasil, os óbitos cresceram 6% no primeiro semestre do ano passado, de acordo com dados oficiais compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Além disso, foram criticadas as violações de direitos de crianças, adolescentes, mulheres, integrantes da comunidade LGBT e pessoas com deficiência.

 

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