Bolsa exclui ações da Gol de índices após pedido de recuperação judicial nos EUA

Medida é habitual em casos de recuperação judicial e segue os termos do manual de definições e procedimentos dos índices da Bolsa

Funções abertas na Gol vão desde áreas técnicas e operacionais até posições estratégicas no setor administrativo

Pregão desta segunda-feira da B3 foi marcado por um tombo de 33,61% das ações da Gol, em resposta aos desdobramentos do pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos | Marcelo Camargo/Agência Brasil

A B3, Bolsa de Valores brasileira, informou nesta segunda-feira (29) que irá excluir as ações da Gol (GOLL4) de todos os seus índices, como desdobramento de seu pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos.

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A medida é habitual em casos de recuperação judicial e segue os termos do manual de definições e procedimentos dos índices da Bolsa.

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Segundo a B3, a companhia aérea terá seus títulos excluídos dos índices Ibovespa, IBRA, IBXX, ICO2, IDVR, IGCT, IGCX, ITAG, IVBX e SMLL ao seu preço de fechamento após o encerramento do pregão regular de terça-feira (30).

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“A participação [será] redistribuída proporcionalmente aos demais integrantes da carteira com o pertinente ajuste nos redutores”, afirma a Bolsa, em nota.

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As ações preferenciais da companhia (GOLL4) continuarão sendo negociadas normalmente, mas passam a ser listadas na B3 sob o título de “Outras Condições” a partir do pregão de terça.

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O pregão desta segunda-feira da B3 foi marcado por um tombo de 33,61% das ações da Gol, em resposta aos desdobramentos do pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos.

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Os papéis encerraram o dia a R$ 3,93, ante R$ 6,65 na quarta-feira, véspera do anúncio -uma queda acumulada de 40,9%.

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Com isso, o valor de mercado da companhia aérea chegou a R$ 1,64 bilhão, segundo levantamento de Einar Rivero, da Elos Ayta Consultoria. A Bolsa fechou em queda de 0,36%, aos 128.502,69 pontos.

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Na sexta-feira (26), um dia depois que a notícia de recuperação judicial veio a público, o juiz Martin Glenn já havia aceitado o pedido da empresa aérea para seguir no processo de proteção contra falência nos EUA, o chamado “Chapter 11”.

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Com isso, as partes -sejam pessoas físicas, sócios, corporações, estrangeiras ou nacionais- ficam proibidas de abrir ou dar continuidade a quaisquer ações judiciais ou administrativas contra os devedores, entre outros impedimentos.

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Eles também não poderão executar, contra os devedores ou seus bens, sentenças obtidas antes do início do processo de “Chapter 11”, entre outros impedimentos.

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Com a decisão judicial, a Gol também garante manutenção e proteção de suas licenças e concessões, uma vez que a Justiça proibiu atos de revogação e suspensão dessas autorizações.

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Também nesta segunda, o Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York autorizou um pedido de liberação de empréstimo. A companhia disse que começaria o processo legal nos EUA com este compromisso de financiamento de US$ 950 milhões (R$ 4,676 bilhões) na modalidade DIP (debtor in possession).

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Procurada para comentar a decisão, a empresa aérea não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.