O mundo inteiro parece ter se assustado com o ataque do grupo político Hamas a Israel no último 7 de outubro. A dimensão do bombardeio só se comparou a Guerra do Yom Kuppur, há 50 anos, que durou de 6 a 25 de outubro de 1973. A reação de parlamentares de São Paulo foi imediata.
Segundo a deputada Juliana Cardoso (PT-SP), “não será através da guerra que chegaremos a paz duradoura na região, pois os conflitos armados têm nos seus objetivos buscar sempre destruir o outro lado”.
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“Lamentavelmente, as populações civis dos dois lados sofrerão as nefastas consequências pelo radicalismo e o extremismo, que tanto sangue já derramaram ao longo dessas décadas. Nunca é demais recordar que o terrorismo é condenado em nossa constituição, em todas as suas formas, e não pode jamais ser minimamente tolerado ou relativizado”, declarou o deputado Paulo Alexandre Barbosa (PSDB-SP), que é presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados (CREDN). A presidência da CREDN repudia os ataques terroristas sofridos por Israel no último dia 7 de outubro.
O Brasil, que ocupa a presidência da Comissão de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), desde então, tem feito uma força tarefa para resgatar brasileiros. Até esta sexta-feira (20), já trouxe pets e 1.100 nacionais.
A região está completamente devastada. Sem comida, água, combustível e medicamentos, a comunidade internacional tem se unido para garantir a retirada de palestinos, estrangeiros, e para que o Egito permita o acesso de ajuda humanitária por meio de suas fronteiras. Mas o país africano teme se envolver no conflito.
“O poder de veto dos Estados Unidos à proposta brasileira no Conselho de Segurança da ONU para que fosse aprovado cessar fogo e implantado corredor humanitário na Faixa de Gaza mostra que esse órgão precisa passar por mudanças urgentes. Ele deveria dar a seus membros paridade para tomada de decisões, principalmente para pôr fim aos conflitos”, comenta Juliana Cardoso.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, já falou sobre a expectativa de uma guerra longa. E o temor atual é o de uma incursão terrestre por Israel, em Gaza. A avaliação do Conselho de Segurança da ONU é que tal ação seria devastadora.
O corredor humanitário foi autorizado por Israel após a visita de John Biden, presidente dos EUA, à Israel, porém, sem o cessar fogo, a medida tem se tornado inviabilizada.
