Irmãos desaparecidos em Bacabal há oito meses terão buscas ampliadas com apoio da Interpol e família se reúne com a Polícia Federal

Polícia Federal articula cooperação internacional no caso de Ágatha e Allan, desaparecidos desde janeiro no Maranhão

Crianças desaparecidas em Bacabal

A cooperação internacional amplia os mecanismos disponíveis para a localização de pessoas desaparecidas. Foto: Reprodução/Redes Sociais

A situação dos irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael ganhou uma nova frente de atuação nesta terça-feira (8/9), após a família receber apoio para ampliar a procura. A medida envolve cooperação policial internacional e busca avançar na localização dos dois, desaparecidos desde janeiro em Bacabal, no Maranhão.

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Reunião define atuação nas buscas em Bacabal

A mãe das crianças, Clarice Cardoso, tem reunião marcada nesta quarta-feira (9/9), em São Luís, no Maranhão. O encontro será realizado com representantes do Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal.

A advogada Nathaly Moraes representa a família. Segundo ela, a reunião deve esclarecer quais mecanismos poderão ser utilizados durante a investigação.

A cooperação internacional permite que autoridades compartilhem informações com forças policiais de outros países. A Polícia Federal explica que esse trabalho também pode ajudar na localização de pessoas desaparecidas.

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Ferramentas podem alcançar outros países

A Interpol reúne forças policiais de 196 países. Cada integrante mantém um escritório nacional responsável por conectar as autoridades locais à rede internacional. No Brasil, essa função está ligada à Polícia Federal.

A organização possui mecanismos específicos para casos de pessoas desaparecidas. Um deles é o Yellow Notice, alerta internacional usado para ajudar na localização de pessoas, especialmente menores de idade.

O que aconteceu com Ágatha e Allan

Ágatha Isabelly tem 6 anos e Allan Michael tem 4. Os dois desapareceram em 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal.

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Um terceiro menino, primo das crianças, também desapareceu na ocasião. Ele foi localizado com vida três dias depois. Desde então, as autoridades não divulgaram informação que confirme o paradeiro dos irmãos.

As buscas reuniram equipes de segurança e voluntários. A investigação permanece sob segredo de Justiça, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão.

Cooperação pode ajudar em uma localização fora do Brasil

O apoio internacional não significa que Ágatha e Allan tenham sido encontrados. Também não há confirmação de que eles estejam entre as crianças localizadas em uma operação recente nos Estados Unidos.

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Caso uma investigação indique que uma criança desaparecida esteja em outro país, mecanismos internacionais podem auxiliar as autoridades. O Ministério da Justiça informa que a Interpol pode apoiar a localização em situações que envolvam possível deslocamento internacional.

A Interpol também mantém recursos para identificação de pessoas desaparecidas. O sistema I-Familia permite comparações de DNA entre pessoas desaparecidas e familiares, quando aplicável ao caso.

Investigação segue sem localização dos irmãos

A família também havia buscado a atuação da Polícia Federal diante da possibilidade de o caso envolver tráfico humano. A mudança no nível de cooperação internacional ocorre após meses sem informações sobre Ágatha e Allan.

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Em Bacabal, as autoridades continuam responsáveis pelas diligências relacionadas ao desaparecimento. Informações sobre o paradeiro das crianças podem ser encaminhadas aos canais oficiais de denúncia indicados pelas forças de segurança.

A atuação internacional acrescenta recursos à investigação, mas não representa uma confirmação sobre o paradeiro dos irmãos. O caso continua em apuração pelas autoridades responsáveis.