Publicidade

X

Brasil

Lava Jato estava enfraquecida e teve de ser reforçada, diz Moro

Bruno Hoffmann

Publicado em 02/04/2019 às 01:00

Comentar:

Compartilhe:

A-

A+

Publicidade

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, disse nesta segunda-feira que as equipes da Polícia Federal que atuam na Lava Jato estão sendo reforçadas após um esvaziamento e enfraquecimento que sofreram no governo anterior, de Michel Temer. Ele atribui a situação aos problemas de orçamento do governo federal e disse que o ministério está recrutando agentes para trabalhar de maneira efetiva com essas operações por ser um "caso importante, que demanda respostas".

"O que foi constatado foi um certo esvaziamento de algumas forças-tarefas no âmbito da Lava Jato. Existe um problema fiscal, vamos reconhecer, que afeta os recursos humanos. As forças-tarefas estavam um tanto quanto enfraquecidas e um dos objetivos primeiros do ministério foi um restabelecimento do efetivo dessas forças-tarefas."

O ex-juiz da Lava Jato falou ainda sobre a transferência, no novo governo, do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), do Ministério da Fazenda para a Justiça e disse que o órgão estava "um pouquinho negligenciado" anteriormente. Ele também voltou a defender a fixação de um mandato para o cargo de diretor-geral da PF, que hoje é nomeado pelo presidente da República por período indeterminado. "O papel do ministro é dar estrutura para que esses órgãos de investigação possam fazer o seu trabalho."

Ele participou nesta segunda de um debate promovido pelo "Estadão", em São Paulo, com o ministro do Supremo Luís Roberto Barroso e com o procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato no Paraná. Após o evento, a jornalistas, Moro falou que seu pacote anticrime vem tendo grande receptividade entre congressistas, mas não quis estimar uma data para a aprovação. Questionado sobre reportagem do jornal "Folha de S.Paulo" desta segunda, que mostrou que a elaboração do projeto durou 23 dias e se amparou sobretudo em apelo popular, ele disse considerar a avaliação equivocada e que especialistas participaram das discussões.

"São questões tão óbvias e eficazes no enfrentamento da criminalidade que, enfim, não precisa ter, enfim, estudos específicos direcionados para aquela provisão em questão. São medidas que já foram testadas e universalmente reconhecidas." (FP)

Apoie a Gazeta de S. Paulo
A sua ajuda é fundamental para nós da Gazeta de S. Paulo. Por meio do seu apoio conseguiremos elaborar mais reportagens investigativas e produzir matérias especiais mais aprofundadas.

O jornalismo independente e investigativo é o alicerce de uma sociedade mais justa. Nós da Gazeta de S. Paulo temos esse compromisso com você, leitor, mantendo nossas notícias e plataformas acessíveis a todos de forma gratuita. Acreditamos que todo cidadão tem o direito a informações verdadeiras para se manter atualizado no mundo em que vivemos.

Para a Gazeta de S. Paulo continuar esse trabalho vital, contamos com a generosidade daqueles que têm a capacidade de contribuir. Se você puder, ajude-nos com uma doação mensal ou única, a partir de apenas R$ 5. Leva menos de um minuto para você mostrar o seu apoio.

Obrigado por fazer parte do nosso compromisso com o jornalismo verdadeiro.

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

CASOS EM ALTA

Dengue: grávidas e bebês podem usar repelentes?

Na busca por proteção, a procura por repelentes aumentou nas farmácias de todo o País; dermatologista orienta sobre o uso

DRAMA ALVINEGRO

Corinthians perde para a Ponte Preta em Itaquera e vê vaga se distanciar

Iago Dias abriu o placar aos cinco minutos para a Ponte Preta; Corinthians finaliza 26 vezes, mas não consegue balançar as redes

©2021 Gazeta de São Paulo. Todos os Direitos Reservados.

Layout

Software

Newsletter