Prédio que desabou no Brás não tinha Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros e deixa quatro feridos

Imagens aéreas registradas durante a ocorrência mostram que a parte dos fundos do prédio ficou destruída

Perícia será responsável por analisar a estrutura e identificar o que provocou o colapso/Reprodução

O prédio de quatro andares que desabou no Brás, na região central de São Paulo, na noite de sexta-feira (6/11), não tinha o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). O documento é exigido para comprovar que uma edificação segue as normas de segurança contra incêndios e situações de pânico.

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O desabamento aconteceu na área do mezanino do imóvel, segundo a capitã Karoline Burunsizian, porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo. No momento do acidente, 35 funcionários estavam no estabelecimento, alguns deles trabalhando no descarregamento de tecidos.

Ao todo, 27 pessoas foram retiradas do prédio pelas equipes de resgate. As demais conseguiram deixar o imóvel antes da chegada dos bombeiros. Quatro vítimas foram encaminhadas para a UPA da Mooca, com escoriações e lesões nos braços e nas pernas. Todas estavam em estado estável e permaneciam internadas na manhã deste sábado (7/11).

Bombeiros fazem buscas entre os escombros

Cães farejadores foram utilizados durante a ocorrência e indicaram a possibilidade de haver pessoas sob os destroços. Até a manhã deste sábado, porém, os bombeiros não haviam confirmado a presença de vítimas no local.

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As buscas devem ser retomadas com o auxílio de maquinário. Segundo a corporação, a instabilidade do terreno e o risco de novos desabamentos impediram que os trabalhos manuais continuassem com segurança.

A capitã Karoline afirmou que não havia registro de pessoas desaparecidas. Mesmo assim, os bombeiros mantiveram a busca com cães para eliminar a possibilidade de alguém estar preso nos escombros.

O local também passou a ser avaliado por um engenheiro para verificar se havia risco para os imóveis vizinhos. Caso seja identificada possibilidade de colapso, as estruturas próximas poderão ser interditadas. Até então, os prédios estavam isolados por segurança durante o atendimento da ocorrência.

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Causa do desabamento ainda é investigada

As causas do desabamento ainda não foram determinadas. A perícia será responsável por analisar a estrutura e identificar o que provocou o colapso.

Questionada sobre a possibilidade de o peso dos tecidos ter contribuído para o acidente, a porta-voz afirmou que essa avaliação caberá aos peritos. Segundo ela, a prioridade dos bombeiros durante o atendimento era localizar e retirar possíveis vítimas.

Testemunhas que estavam no prédio relataram momentos de desespero durante o desabamento. Vando de Jesus Bispo, que trabalha há seis anos com carregamento de tecidos, contou que cerca de 30 pessoas estavam no imóvel e precisaram encontrar uma maneira de escapar.

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Segundo ele, parte dos trabalhadores conseguiu sair pelo telhado, passando por cima dos destroços. Vando também relatou que havia grande quantidade de mercadorias no prédio e apontou o excesso de peso como uma possível causa, hipótese que ainda não foi confirmada pela perícia.

Outro trabalhador, identificado como Felipe, disse que estava no último andar quando a estrutura começou a desmoronar. Ele afirmou que havia acabado de deixar tecidos no local e precisou retirar obstáculos para conseguir escapar.

Rosilene Oliveira estava do lado de fora do estabelecimento quando o prédio caiu. Ela contou que estava sentada no local e que o marido havia acabado de entrar no imóvel quando o desabamento aconteceu.

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Imagens aéreas registradas durante a ocorrência mostram que a parte dos fundos do prédio ficou destruída, enquanto a estrutura de vidro da fachada permaneceu de pé.

Uma vizinha também relatou ter ouvido o forte barulho provocado pelo desabamento. Segundo Claudneia, a filha chegou a acreditar que um caminhão havia atingido a rua, mas, pouco depois, percebeu que o imóvel havia caído.

Até a manhã deste sábado (7/), não havia registro de mortes relacionadas ao acidente. As equipes de resgate continuam os trabalhos para descartar completamente a possibilidade de haver vítimas sob os escombros.