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Um caminhão foi atingido na queda; motorista não sofre risco
Um caminhão foi atingido na queda; motorista não sofre risco
Foto: Danilo Verpa/Folhapress

Ricardo Boechat morre em queda de helicóptero

AOS 66 ANOS. Um dos jornalistas mais importantes do País morreu na queda de um helicóptero no Rodoanel nesta segunda

O jornalista Ricardo Eugênio Boechat, de 66 anos, morreu na queda de um helicóptero no Rodoanel no início da tarde desta segunda-feira. A aeronave caiu no quilômetro 7, próximo ao acesso à rodovia Anhanguera, na chegada a São Paulo, em cima de um caminhão. O piloto da aeronave, Ronaldo Quattrucci, também morreu. O motorista do caminhão foi socorrido e não corre risco de morte.

Boechat nasceu em 13 de julho de 1952, em Buenos Aires. Na época, o pai, diplomata, estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores na Argentina.

Ele era apresentador do "Jornal da Band" e da rádio "BandNews FM", além de ser colunista da revista "IstoÉ". Trabalhou no "Estado" e, também, nos jornais "O Globo" e "O Dia", "Jornal do Brasil" e na "TV Globo".

Ele é ganhador de três prêmios Esso e é um dos maiores ganhadores da história do Prêmio Comunique-se, como âncora de rádio, âncora de televisão e colunista. Também foi eleito o jornalista mais admirado do País na pesquisa do Jornalistas&Cia em 2014.

O jornalista estava voltando de Campinas, onde tinha ido dar uma palestra. Boechat deixa a esposa Veruska Seibel e seis filhos, entre 10 e 40 anos de idade.

ACIDENTE.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a aeronave caiu em cima de um caminhão que trafegava pela via, no sentido interior, próximo à praça do pedágio. O motorista do caminhão foi socorrido pela concessionária. Os bombeiros informaram que 11 viaturas foram deslocadas para o local para o resgate. Ainda de acordo com os bombeiros, a aeronave que caiu era do modelo BELL PT HPG. Foram feitas interdições parciais na pista do Rodoanel.

REPERCUSSÃO.

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), lamentou em uma rede social a morte do jornalista. "É com pesar que recebo a triste notícia do falecimento do jornalista Ricardo Boechat, que estava no helicóptero que caiu hoje em SP. Minha solidariedade à família do profissional e colega que sempre tive muito respeito, bem como do piloto. Que Deus console a todos!".

Coube ao colega de emissora, José Luiz Datena, interromper a programação da "Band" para informar sobre a morte do companheiro de profissão. Às lágrimas, o apresentador afirmou: "Até os inimigos respeitavam Boechat. Porque era muito difícil contestá-lo. De uma maneira ou de outra, ele tinha uma virtude: era verdadeiro 24 horas por dia".

Marina Silva, que concorreu à presidência da República nas últimas eleições pela Rede, afirmou: "Boechat fará uma falta enorme ao jornalismo, ainda mais nesse momento do país. Que Deus conforte sua família, amigos e colegas de trabalho nesse momento de perda e dor".

Já o colunista José Simão, que fazia participações nos programas comandados por Boechat na "Rádio BandNews" em que comentava os assuntos do dia com bom-humor, se despediu pelo Twitter: "Meu amigo querido! Meu vice amado!".

Por sua vez, o jornalista da CBN Milton Jung escreveu em uma rede social: "Tá difícil de segurar a onda por aqui. Um dia choro por centenas, noutro por dezenas, agora choro por um colega: Ricardo Boechat, agora não! O jornalismo precisa de você".

A jornalista Miriam Leitão, da "TV Globo", falou sobre a perda do colega. "Não posso acreditar. Eu lhe devo tantos favores, tantas palavras generosas em momentos difíceis. Você foi pessoa linda, jornalista maravilhoso".

A colunista e jornalista do "Estado de S. Paulo" Vera Magalhães afirmou: "Com tudo o que era, conseguia ser generoso com quem tinha menos experiência. No encontro que tivemos, me brindou com essa generosidade que nem sei se merecia".

O comentarista Guga Chacra escreveu: "Meus sentimentos para a família do Boechat, um dos melhores e mais geniais jornalistas e comunicadores do Brasil".

Alguns ouvintes perceberam que a "BandNews FM" saiu do ar por alguns minutos durante a tarde desta segunda-feira. De acordo com relatos, os colegas de Boechat, emocionados, não conseguiram manter a programação no ar. (Bruno Hoffmann e EC)

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