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Consórcio vencedor encontrou outros problemas onde hoje está o Tobogã, que será derrubado
Consórcio vencedor encontrou outros problemas onde hoje está o Tobogã, que será derrubado
Foto: LUIS MOURA/WPP/FOLHAPRESS

Erro da prefeitura atrasa concessão do Pacaembu

Vencedor do edital descobriu que o complexo é 10 mil m² menor do que informa a documentação da prefeitura

Terminou na quarta-feira (10) o prazo para o vencedor do edital de concessão do Complexo Esportivo do Pacaembu, o Consórcio Patrimônio SP, depositar cerca de R$ 75 milhões na conta da Prefeitura de São Paulo e cumprir a última etapa antes da assinatura do contrato.

O grupo, liderado pela construtora Progen, porém, pede mais 60 dias. Não desistiu do contrato, não quer pagar menos do que o combinado, mas alega que, antes de assumir o estádio, precisa refazer seu plano de negócio. O motivo: descobriu que o complexo é 10 mil m² menor do que informa a documentação da prefeitura.

O memorial descritivo anexado ao edital detalha que "o complexo possui uma área total de 75.598 m²". Mas quando o consórcio entrou no Pacaembu para fazer medições mais detalhadas, após a homologação da concorrência internacional, descobriu que na verdade a área é de
65.590 m².

O edital foi montado em cima do projeto referencial vencedor da primeira etapa do processo de concessão, o PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse). Esse projeto, da Raí Velasco, considerou que a distância entre a trave mais próxima do Tobogã até a parede do ginásio poliesportivo é de 120 m - é de 93 m.

O consórcio encontrou outros problemas na mesma região do complexo, onde hoje fica o Tobogã, que será derrubado. O projeto referencial não considerou, por exemplo, que existem árvores centenárias que não poderiam ser cortadas. Além disso, a dimensão projetada para o "edifício ponte" a ser construído onde hoje fica o Tobogã é maior do que a distância entre as ruas.

Tudo isso causa impacto significativo na área disponível para utilização comercial, pilar do plano de negócios. O projeto referencial previa uma área total de 18.399 m² repartidos em três níveis. Agora, com todas as medições feitas, o consórcio calcula que poderá utilizar só 8.007 m², menos da metade.
(Demétrio Vecchioli/FP)

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