Paraisópolis, comunidade da zona oeste de São Paulo, registrou sensação térmica de 44°C, igual à do deserto mais quente do mundo, o Saara. O contraste com o vizinho Morumbi a diferença de temperatura chega a 10°C, evidenciando desigualdade urbana e ambiental.
A diferença se deve à falta de árvores, alta densidade populacional e construções precárias, segundo estudo da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Enquanto no Morumbi a temperatura chegou a 34°C, moradores de Paraisópolis sofreram com calor extremo, tornando a comunidade um símbolo da desigualdade entre bairros ricos e pobres da cidade.
Desigualdade térmica em São Paulo
Mesmo com bairros tão próximos, a diferença na sensação térmica entre Paraisópolis e Morumbi chega a impressionantes 10°C.
Segundo a pesquisa da Universidade Presbiteriana Mackenzie, fatores como vegetação escassa e tipo de construção explicam essa disparidade.
O que aumenta o calor em Paraisópolis
O estudo aponta os principais motivos da alta temperatura na comunidade:
- Quantidade reduzida de árvores;
- Alta densidade populacional;
- Construções de menor qualidade, que retêm calor.
Essa combinação faz com que o calor seja mais intenso, especialmente nos dias mais quentes de setembro e novembro de 2023.
Impactos na vida da população
O calor extremo afeta diretamente a saúde e a qualidade de vida dos moradores. Dados do Mapa da Desigualdade de 2018 mostram que a expectativa de vida em Paraisópolis era de 63,55 anos, enquanto no Morumbi chegava a 73,48 anos.
O contraste entre os bairros se tornou famoso nos anos 2000 com a imagem aérea de um prédio de luxo com piscinas e quadras de tênis, e a favela ao fundo. Hoje, mesmo com o prédio em abandono, o calor e a desigualdade permanecem evidentes.
Especialistas alertam que o aumento de áreas verdes é uma das soluções mais eficazes para reduzir a temperatura em áreas densamente povoadas. Árvores e parques funcionam como “ar-condicionado natural”, diminuindo a sensação térmica e melhorando o conforto.
Curiosidades sobre a temperatura extrema
Alguns dados impressionam:
- 44°C é equivalente à temperatura de alguns desertos mais quentes do mundo;
- Diferença de até 10°C entre bairros vizinhos em São Paulo;
- Construções e vegetação influenciam diretamente a sensação térmica.
O que pode mudar
Segundo especialistas, medidas simples, como plantio de árvores, cobertura vegetal em ruas e construções sustentáveis, podem reduzir drasticamente o calor em comunidades como Paraisópolis, promovendo maior conforto e saúde para os moradores.
Linha fina sugestão 1:
Linha fina sugestão 2: Entenda os fatores que fazem a sensação térmica em Paraisópolis chegar a níveis de desertos mais quentes do planeta.


