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Entrada do Museu Afro Brasil, localizado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, no Parque Ibirapuera
Entrada do Museu Afro Brasil, localizado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, no Parque Ibirapuera
Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Museu Afro Brasil demite 23 funcionários durante pandemia

Em carta aberta, funcionários alegam que nenhum acordo foi feito e criticam postura da gestão

Vinte e três dos 84 funcionários do Museu Afro Brasil, localizado no Parque Ibirapuera, foram demitidos durante a pandemia de Covid-19. Os funcionários publicaram uma carta aberta criticando a gestão do museu por não tentar mantê-los durante a crise.

A carta critica a gestão do Museu Afro Brasil durante a crise do novo coronavírus e os cortes no orçamento da cultura pelo governo estadual.

CARTA ABERTA.

Para os funcionários demitidos, a OS que administra o museu os demitiu sem tentar qualquer tipo de negociação ou redução do salário. "A medida adotada pela direção do Museu Afro Brasil revela a irresponsabilidade dessa gestão na condução de uma crise dessa proporção, colocando uma grande quantidade de trabalhadores em uma situação de vulnerabilidade material em meio a uma profunda crise sanitária e econômica, sem antes apresentar o esforço de reduzir danos", escreveram na carta.

Além de críticas à gestão do museu, o grupo também criticou o corte de custos anunciado pelo governador João Doria. Em abril, o governador anunciou uma redução pela metade no orçamento das OSs, que fazem a gestão dos equipamentos de cultura em São Paulo.

SECRETARIA DA CULTURA.

Em nota, a Secretaria da Cultura confirma que houve redução de 14% no valor dos repasses, com objetivo de garantir mais recursos para as áreas de enfrentamento ao novo coronavírus.

Na nota, a pasta acrescenta que uma recomendação de evitar demissões foi feita e autorizou o uso do Fundo de Contingência de cada instituição.

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