Um projeto de construção de uma ciclopassarela ao lado da ponte Eusébio Matoso, que liga os bairros do Butantã e Pinheiros, na zona oeste da Capital, está em estudo pela Prefeitura Municipal de São Paulo desde 1994, de acordo com a Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), que defende os interesses dos ciclistas urbanos de São Paulo. Até hoje, porém, a obra não saiu do papel.
O ativista Sasha Hart, da Ciclocidade, conta que a aprovação da obra foi, inclusive, publicada pelo Diário Oficial em 2016. “O projeto seria uma estrutura para ciclistas e pedestres. Nós estamos acompanhando, com a expectativa que, realmente, possa haver esse avanço para os ciclistas passarem em segurança pelo local”, explicou, em entrevista à TV Globo.
A Ciclocidade fez um estudo há dois meses sobre o número de ciclistas que passam pela ponte Eusébio Matoso diariamente, e constatou que, em um dia comercial, há a travessia de 1.164 bicicletas das 6h às 20h pela via. São 83 ciclistas por hora.
A maioria (75%) disputa espaço com os pedestres pela calçada, e enfrentam buracos que se estendem por toda a extensão de 300 metros da ponte sobre o rio Pinheiros. Quem vai pela via, se arrisca entre carros, ônibus, motos e caminhões.
A construção da ciclopassarela sobre a ponte Eusébio Matoso é considerada estratégica porque o local é um caminho importante de ligação entre cidades da Grande São Paulo e bairros da região sudoeste com a região central do município, próximo a rodovias como Raposo Tavares e Régis Bittencourt. É também um dos acessos mais fáceis à Cidade Universitária, onde está localizada a Universidade de São Paulo (USP), a mais importante do País.
Vantagens
Para a jornalista Adriana Marmo, também da Ciclocidade, além das vantagens óbvias à saúde e ao bem-estar, o uso da bicicleta é importante ainda para a economia financeira.
A jornalista explica que, quem abandona o automóvel e passa a pedalar diariamente, deixa de gastar por volta de R$ 13 mil por ano, ao economizar com combustível, estacionamento, zona azul, manutenção, entre outros itens comuns à manutenção de um carro de passeio.
O engenheiro Marcos Yazaki, 28 anos, pegou gosto pela bicicleta. Ele pedala de casa, no Jardim Paulista, até o trabalho, na região da Berrini, ao menos três vezes por semana. São 10 quilômetros para ir e outros 10 para voltar, todos com ciclovias. Ele só vê vantagens.
“Faço o caminho bem mais rápido. Além do tempo, há muitos outros benefícios. Usar a bicicleta para chegar ao trabalho é mais lúdico, prazeroso, bom para a saúde e para o bem-estar”.
*Por Bruno Irala