Que tal uma olhadinha nos fatos mais bizarros e curiosos que marcaram todas as edições do maior festival de música do mundo, o Rock In Rio?
Logo na primeira edição do festival, em 1985, tivemos o caso do famoso sino gigante que o AC/DC colocou no palco. A banda trouxe de navio o sino cenográfico que eles usavam normalmente nas turnês, só que o bicho pesava mais de uma tonelada e o palco simplesmente não aguentou o peso. A produção teve que improvisar uma réplica toda feita em gesso.
E o sempre polêmico Ozzy Osbourne? Ele foi o primeiro a assinar o contrato para o festival, e nesse contrato tinha uma cláusula que o proibia de morder morcegos ou maltratar qualquer outro tipo de bicho no palco. Ele entrou em cena, fez o showzaço de sempre, e voltou para a Inglaterra falando horrores do Brasil. Mas logo de desculpou, justificando que estava doidão.
O Rock in Rio também proporcionou o maior recorde público para o A-ha, que reuniu quase 200 mil pessoas no Maracanã.
Aliás, recordista também foi a iluminação usada no Maracanã, local escolhido para o terceiro Rock In Rio depois que a Cidade do Rock foi demolida por ordem de Leonel Brizola. Para iluminar a imensidão do Maracanã à noite, a produção usou 3 mil refletores. Desses, 480 eram faróis reais de avião.
E lembra da edição de 2001, em que o baixista do Queens of the Stone Age, Nick Oliveri, entrou em cena completamente nu? Em certo momento policiais subiram ao palco prontos para leva-lo em cana, mas ele botou uma calça e o tensão acabou.
Já o Prince, doido como sempre, exigiu nada menos que 700 toalhas brancas em seu camarim. A equipe do festival teve que correr por hotéis e lojas do Rio de Janeiro para dar conta do recado, pra no final das contas ele ter usado só umas 30 delas.
Mas nada superou as exigências do Guns N’ Roses. Em 1991, Axl Rose exigiu uma lasanha caseira minutos antes de subir ao palco. O festival teve que subornar a cozinheira de um hotel de luxo para prepará-la na madrugada. Já em 2022, a banda solicitou 12 camarins exclusivos, 250 toalhas e massagistas, além de rosas brancas e vermelhas. Detalhe: sem espinhos!
Já o Coldplay exigiu que absolutamente todos os móveis de seu camarim fossem confeccionados com materiais 100% orgânicos.
Mike Patton, o cantor do Faith No More, é famoso por sua insanidade performática. Em 2015, ele resolveu se jogar no público durante o show, calculou mal a distância e bateu direto contra a grade de metal de proteção da plateia. Apesar do tombo feio, ele se levantou cambaleando e continuou o show até o fim.
O rapper canadense Drake protagonizou uma das maiores polêmicas. Minutos antes de subir ao palco, ele proibiu a transmissão ao vivo de seu show pela TV Globo. Além disso, ele trouxe seu próprio chef de cozinha e se recusou a comer qualquer prato preparado no Brasil.
Durante a terceira edição do festival, os integrantes do Red Hot Chili Peppers decidiram pregar uma peça na própria segurança e na imprensa. Eles contrataram e vestiram vários sósias com roupas idênticas às deles para circularem pela Cidade do Rock, confundindo completamente os fotógrafos e os fãs que tentavam caçar a banda pelos bastidores.
Já o Foo Figheres exigiu uma verdadeira praça de alimentação privativa em Jacarepaguá. Eles solicitaram oito camarins exclusivos e banquetes simultâneos que incluíam estações completas de comida vegana, culinária coreana e pratos mexicanos. Tudo isso preparado por um chef particular que viajou exclusivamente com a banda.
Justin Bieber foi uma das atrações mais caras e complexas da história do festival. Ele exigiu um jato privado de luxo pago pela produção apenas para o trajeto de vinda e retorno imediato aos Estados Unidos.
Além disso, cancelou toda a sua turnê na América Latina e reduziu sua estadia no Brasil ao mínimo absoluto: ele ficou apenas 5 horas no país, incluindo seu show no festival. Toda a logística dessa operação relâmpago custou milhões.
Na primeira edição do festival, Rod Stewart exigiu ficar hospedado na suíte presidencial do Hotel Copacabana Palace, como revanche por ele ter sido expulso de lá em 1977, depois de ter quebrado um quarto inteiro jogando futebol lá dentro.
A produção ainda teve que importar iguarias gastronômicas raras e vinhos finos europeus que não existiam no Brasil devido às restrições de importação da época. O custo para abastecer o camarim e o hotel do artista foi um dos mais altos daquele ano.
A logística para trazer o Iron Maiden e toda a sua equipe é sempre uma das mais caras do festival. A banda viaja com toneladas de equipamentos de palco próprios, cenografia pesada e o boneco gigante Eddie. O custo integral de toda operação do Boeing 747 privativo da banda, o Ed Force One, no aeroporto do Galeão, foi repassado a produção do evento.
Embora seu show principal tenha sido no Palco Sunset, Mariah Carey exigiu um tratamento digno de headliner do Palco Mundo. A montagem do seu camarim custou dezenas de milhares de dólares.
Ela exigiu que as paredes fossem completamente revestidas com tecidos de seda texturizados, sofás sob medida de veludo macio e iluminação indireta específica para não agredir seus olhos. Além disso, exigiu equipamentos de ginástica de última geração instalados exclusivamente para seu aquecimento pré-show.
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