Sistemas das urnas ganham impressão digital e lacração oficial do TSE para 2026; em caso de alteração, termo ‘violado’ será exibido

Medida de segurança trava software e bloqueia automaticamente equipamentos em caso de tentativa de alteração nos códigos

Urna eletrônica

Código-fonte das urnas eletrônicas é congelado pelo TSE para impedir alterações nos programas durante as eleições / Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A lacração das urnas e assinatura digital dos softwares foram concluídas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (4/9), em Brasília, impondo blindagem criptográfica sobre as eleições 2026, chamada “impressão digital”.

Continua após a publicidade

A medida de segurança máxima impõe uma barreira criptográfica inviolável sobre o código-fonte dos equipamentos, e trava o sistema impedindo a inicialização das urnas eletrônicas em todo o território nacional caso ocorra qualquer tipo de tentativa de alteração não autorizada nos programas.

A assinatura digital funciona como uma chave matemática de identificação aplicada aos programas no momento da lacração das urnas. A partir desse processo, cada sistema passa a ter uma referência única para comprovar sua autenticidade e integridade.

Se um único arquivo for alterado depois da assinatura, a “impressão digital” correspondente também muda. Com a divergência, a assinatura digital deixa de ser válida e o sistema identifica a alteração antes de permitir o funcionamento da urna para as eleições de 2026.

Continua após a publicidade

A segurança do processo eleitoral também conta com auditorias contínuas. Sistemas de fiscalização verificam o código antes, durante e depois da votação para confirmar a integridade dos programas utilizados nas eleições 2026.

Lacração das urnas e funcionamento do código-fonte

Com a lacração dos sistemas, a Justiça Eleitoral passa a trabalhar com versões definitivas dos programas que serão instalados nas urnas eletrônicas. A assinatura digital garante que o software utilizado no dia da votação corresponda exatamente à versão examinada, auditada e aprovada pelo TSE.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, conduziu o ato ao lado de autoridades como o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, além de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público. Na ocasião, o presidente do TSE destacou:

Continua após a publicidade

“A partir da aposição das assinaturas digitais, não é mais possível efetuar alterações nos sistemas. Garantimos a autenticidade e a integridade das versões ora lacradas.”

Depois da cerimônia, os programas que receberam a assinatura digital foram armazenados física e digitalmente na sala-cofre do tribunal. Os programas desenvolvidos por entidades externas para ferramentas próprias de verificação da assinatura digital também foram compilados e arquivados no mesmo local.

Calendário de segurança até 4 de outubro

A conclusão da lacração das urnas marca o avanço para a fase final de preparação das eleições de 2026. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando os eleitores de todo o país irão às seções eleitorais para votar.

O segundo turno ocorrerá em 25 de outubro nas cidades e nos estados em que a disputa não for definida na primeira votação.

Continua após a publicidade

Em setembro, o calendário eleitoral concentra a geração de mídias. Nessa etapa, os dados de candidatos e eleitores são carregados nos cartões de memória que serão utilizados pelas urnas eletrônicas.

Na véspera das eleições de 2026, ocorre a totalização dos votos, com testes e verificações nos sistemas responsáveis pela transmissão e pela contagem dos dados da votação.

Com o desenvolvimento dos sistemas encerrado e o bloqueio criptográfico ativo, a Justiça Eleitoral inicia a distribuição e a configuração das urnas que serão utilizadas em todo o território nacional.