Gestão Nunes busca delegacia contra companhia teatral alvo de polêmica

Segundo gestão Nunes, irregularidades foram identificadas durante a operação de lacração do espaço

Teatro de Contêiner, sede da Cia. Munguzá de Teatro

Teatro de Contêiner, sede da Cia. Munguzá de Teatro | Reprodução

A Prefeitura de São Paulo, a Sabesp e a Enel registraram um boletim de ocorrência nesta sexta (16/1) contra o Teatro de Contêiner Cia Mungunzá após constatarem que havia “gatos” de energia elétrica e água no local. A gestão municipal tinha retomado a posse do terreno no centro da Capital no dia anterior (15/1), após decisão favorável da Justiça.

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Segundo a gestão Ricardo Nunes (MDB), as irregularidades foram identificadas durante a operação de lacração do espaço. Agora, o caso será investigado pela Polícia Civil.

A prefeitura também alegou que a companhia teatral descumpriu a decisão judicial, “uma vez que, embora o local estivesse sem pessoas no momento da vistoria, os bens permaneciam em seu interior, configurando a continuidade da ocupação irregular”.

Um dos gestores do teatro, Marcos Felipe, contou que a ação municipal de lacrar o teatro surpreendeu os artistas, e que a Cia Mungunzá precisa de tempo e de recursos financeiros para levar os equipamentos para o outro espaço cedido pela prefeitura.

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A companhia não havia se pronunciado sobre a denúncia de ligações irregulares de luz e de água até o fechamento deste texto.

Entenda a polêmica

A Prefeitura de São Paulo retomou na quinta a posse de um terreno público ocupado pelo Teatro de Contêiner Munguzá, na rua dos Gusmões, centro da Capital. A ação ocorreu após decisão favorável da Justiça à gestão municipal.

A área era ocupada pela companhia artística desde 2016. Segundo a prefeitura, “a operação de desocupação ocorreu sem qualquer intercorrência”.

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A decisão foi proferida na segunda-feira (12/1) pela juíza Nandra Martins da Silva Machado, da 5ª Vara da Fazenda Pública, que considerou encerrado o prazo de 90 dias concedido anteriormente para a permanência do grupo no local.

Segundo a gestão Nunes, a previsão é a de construir no local de unidades habitacionais, além de espaços de lazer e convivência integrados ao plano de recuperação da região central.

Violência em protesto

Em maio do ano passado, a Companhia Mungunzá recebeu uma notificação extrajudicial da prefeitura alegando que “a área é um ponto estratégico para que seja instrumentalizado um novo programa habitacional”.

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No início de agosto, o grupo recebeu outra notificação da Subprefeitura da Sé para deixar o espaço no prazo de 15 dias.

Às vésperas do prazo estipulado, artistas fizeram um protesto a favor da manutenção do espaço cultural, que acabou em cenas de violência com agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

Vídeos mostram GCMs agindo com escudos e spray de pimenta contra artistas e outros manifestantes. Nas imagens, é possível ver um dos agentes apontando uma arma para um grupo que protestava.

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A prefeitura alega que tem um histórico de apoio às atividades do grupo, com o aporte de R$ 2,5 milhões para projetos. Também afirmou que a gestão municipal já havia oferecido quatro espaços para realocação do teatro durante os meses de negociação. O grupo irá para a rua Helvétia, próximo da sede atual.

A ação desta manhã foi coordenada pela Subprefeitura da Sé, com apoio da Coordenadoria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, e acompanhada por integrantes da GCM.