O prefeito de Santo André e presidente do diretório estadual do PSDB em São Paulo, Paulo Serra, anunciou apoio oficial da sigla a Ricardo Nunes (MDB) no segundo turno da Capital. A decisão não é a mesma de José Aníbal, presidente do diretório municipal tucano, que mantém neutralidade até então.
Sem (mais) crise
Apesar da divergência, Serra negou que a decisão estadual crie mais crise no partido na cidade de São Paulo, já que o posicionamento é igual ao de Marconi Perillo, presidente do diretório nacional da sigla.
“Isso tudo está sendo dialogado. Tenho certeza de que o Zé [Aníbal], como militante histórico que é, não vai contra uma decisão estadual e federal”, disse o dirigente, com exclusividade para esta coluna, na manhã desta terça-feira (8/10).
“Marconi já declarou que o caminho do PSDB é longe do lulopetismo, representado pelo [Guilherme] Boulos, portanto vai apoiar o Ricardo no segundo turno”, completou Serra.
Aníbal também foi vice de José Luiz Datena (PSDB) na disputa de primeiro turno. A chapa chegou em quinto lugar, com apenas 1,84% da preferência dos eleitores paulistanos.
Bons olhos
Além do resultado fraco com Datena, o PSDB pela primeira vez desde a sua fundação, em 1988, não elegeu qualquer vereador na Capital. O partido também despencou de 176 prefeitos eleitos no estado de São Paulo em 2020 para só 21 em 2024.
Apesar disso, Serra disse confiar na reconstrução do partido e que viu os números com bons olhos.
“O PSDB está pronto para iniciar essa reconstrução, esse reposicionamento. Fizemos 23 prefeitos em São Paulo, 32 vices. 320 vereadores. Estamos disputando o segundo turno em Piracicaba. Ficamos maior do que o PT no Brasil [o PSDB elegeu prefeitos em 276 municípios paulistas, contra 253 do PT]”, listou.
“É um bom recomeço para o PSDB, depois de toda a crise”, completou Serra.
