Pablo Marçal planeja ser candidato ao Senado por São Paulo em 2026

Empresário está oficialmente inelegível até 2032, mas União Brasil segue confiante em reverter as decisões

Pablo Marçal se filiou recentemente ao União Brasil

Pablo Marçal se filiou recentemente ao União Brasil | Fotos Públicas

Pablo Marçal (União Brasil) tem a pretensão de ser pré-candidato ao Senado por São Paulo em 2026. A possibilidade não é confirmada oficialmente pela assessoria do empresário.

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De acordo com informações apuradas por esta coluna, a ideia é de se lançar ao cargo por ser visto como algo “mais nobre”, em vez de tentar a Câmara de Deputados, a intenção inicial do partido.

Neste momento, Marçal está inelegível até 2032 por decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) em uma das ações em que foi julgado relacionadas à eleição para a Prefeitura de São Paulo em 2024. Há uma outra ação, além de uma terceira que ele conseguiu reverter.

A cúpula do União Brasil está confiante de conseguir reverter essas decisões na Justiça a tempo de colocá-lo nas urnas ainda neste ano. O sonho do partido é que ele seja um puxador de votos para a Câmara, mas a pretensão atual de Marçal é a de buscar o Senado. E a Presidência da República em 2030.

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Marçal conseguiu se eleger como deputado federal pelo Pros em 2022, mas acabou perdendo o cargo após o seu partido à época ter decidido apoiar o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência. O caso foi para o TSE, que acabou indeferindo a sua candidatura.

No início deste mês, o empresário anunciou a saída do PRTB e a filiação ao União Brasil, um partido mais influente e tradicional do que o anterior.

Ações contra Marçal

As acusações contra Marçal na Justiça Eleitoral são relacionadas a captação e gastos ilícitos de recursos, abuso de poder econômico e outros ligados a casos como o “concurso de cortes” para as redes sociais.

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Na Justiça comum, Marçal foi condenado também no início de fevereiro a pagar R$ 100 mil de indenização ao ministro Guilherme Boulos (PSOL), por divulgação de laudo falso contra o psolista na campanha paulistana de 2024.

Ele também fez um acordo com o apresentador José Luiz Datena (PSDB) para encerrar os processos que ambos abriram um contra o outro, em razão da cadeirada dada por Datena no ex-coach durante o debate da TV Cultura, em setembro daquele ano.