O ministro Guilherme Boulos (PSOL), da Secretaria-Geral da Presidência, disse nesta segunda-feira (2/2) que o empresário Pablo Marçal (PRTB) tem que ser “banido da vida pública”. A afirmação se deu após o adversário ser condenado pela Justiça de São Paulo a pagar R$ 100 mil por associar o psolista ao uso de cocaína nas eleições de 2024. Cabe recurso.
“Marçal foi condenado pela Justiça a me pagar R$100.000 pela Mentira da Cocaína. Ainda é pouco, seguirei na ação criminal contra ele. Quem faz política com Fake News tem que ser banido da vida pública!”, escreveu Boulos pelas redes sociais.
Já Marçal, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que recorrerá da decisão.
“Discordamos do entendimento adotado e já estamos adotando todas as medidas judiciais cabíveis, com a interposição do recurso adequado, confiantes de que a decisão será revista nas instâncias superiores”, afirmou o ex-coach.
Entenda a polêmica
Nas eleições municipais daquele ano, o então pré-candidato associou a imagem do adversário ao uso de cocaína. Em debates, levou a mão ao nariz para simular a aspiração da substância, e usou termos como “cheirador” e “aspirador de pó”.
Às vésperas do primeiro turno, Marçal também publicou no Instagram um laudo médico com assinatura falsa, que indicaria que Boulos teria consumido cocaína.
A Justiça Eleitoral identificou indícios de falsidade no documento e determinou a remoção do conteúdo das redes sociais ainda durante o período eleitoral.
A Gazeta entrou em contato com a assessoria de Boulos, que não havia se pronunciado até o fechamento deste texto.
