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DE OLHO NO PODER

Partido de Bolsonaro se torna maior força da Alesp após janela

De Olho No Poder: Os fatos da política de São Paulo na visão do jornalista Bruno Hoffmann

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Major Mecca é deputado estadual em São Paulo pelo PL / Divulgação/Alesp

Trinta e sete deputados estaduais da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), ou quase 40% do total, decidiram trocar de partido durante a janela eleitoral, aberta entre 3 de março e 2 de abril. Com a mudança, a bancada do PL – o mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro – saltou de seis para 19 parlamentares, com a ida para a legenda de figuras conservadoras, como Danilo Balas, Major Mecca, Tenente Coimbra e Frederico d’Ávila. O Republicanos, que também orbita o núcleo bolsonarista, subiu de seis para oito deputados. O PSDB agora detém a segunda maior bancada, com 14 parlamentares, após receber quatro novos nomes. O partido é seguido pelo PT, com 10. Por outro lado, o Novo perdeu metade dos seus parlamentares na Casa com as saídas de Heni Ozi Cukier e Daniel José para o Podemos. Já o PSB viu três parlamentares migrarem de sigla, e também ficou com só dois deputados. Foi o partido que mais perdeu força na Alesp desde o início da atual legislatura.

Trem em Parelheiros

Em entrevista à coluna, o vereador Marcelo Messias (MDB) disse que já teve conversas com o governador Rodrigo Garcia (PSDB) para estender a Linha 9-Esmeralda da CPTM até Parelheiros, no extremo sul da cidade de São Paulo. “O trem está para chegar ao Varginha, e queremos ampliar até Parelheiros. Eu sei que não é fácil, mas estamos falando bastante com o Rodrigo Garcia, e, graças a Deus, estamos sendo ouvido”, disse. A CPTM planeja inaugurar a estação Varginha até o fim deste ano, após uma série de adiamentos.

Marcelo Messias é vereador em São Paulo pelo MDB

Marcelo Messias. Foto: Ettore Chiereguini/Gazeta de S. Paulo

De saída

Magoado com o PSB, o vereador paulistano Camilo Cristófaro enviou um comunicado para amigos e apoiadores, por meio de uma arte no mínimo excêntrica, informando que deixará a legenda. "Hoje o partido tem nova direção e líder, não existindo mais motivo para a permanência no partido". O motivo oficial seria não ter sido chamado a um evento da sigla com a deputada Tabata Amaral, em São Paulo. A coluna questionou o gabinete do vereador para qual partido ele deve seguir, mas não recebeu resposta até o fechamento deste texto.

Comunicado de Camilo Cristófaro

Chapa França-Haddad

Após a confirmação da chapa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, nesta sexta-feira, grupos de militantes do PSB passaram a cobrar que o PT abra mão da candidatura de Fernando Haddad em São Paulo em favor de Márcio França, apesar de Haddad liderar a última pesquisa Datafolha. Só ainda não decidiram onde encaixar o petista. "Márcio no governo e Haddad ao Senado”, defendeu um militante em um grupo de Whatsapp. “França ao governo e Haddad vice”, disse outro. Já mais um sugeriu uma terceira via: “Lula e Geraldo precisam de Haddad e Márcio candidatos”.

Lula e Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro e o ex-governador João Doria são os piores padrinhos políticos para a escolha de um candidato ao Governo de São Paulo. Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (7) mostra que 66% dos eleitores paulistas não votariam em um nome apoiado por Doria, enquanto 62% não apoiariam um nome sugerido pelo presidente. A pesquisa foi realizada nos dias 5 e 6 de abril com 1.806 pessoas. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

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