O presidente da Federação Brasileira de Correspondentes Bancários (Febracon), o jornalista Armando Paes, anunciou que foi convidado por Wilson Witzel para ser pré-candidato a vice-governador nas eleições de 2026. A afirmação foi feita nesta semana ao podcast De Olho no Poder, da TV GMG, da qual a Gazeta faz parte.
“Fui, sim, convidado por ele. Estamos conversando. Witzel é um grande profissional e um grande homem”, contou Armando, dizendo que ainda não bateu o martelo sobre a decisão.
Na última semana, o ex-juiz federal disse também à Gazeta ser pré-candidato ao governo nas próximas eleições. Adiantou ainda que está em negociações com partidos, e deve anunciar a chapa até fevereiro. Ele havia sido eleito governador em 2018, com a campanha coordenada justamente por Armando, e sofreu impeachment em 2021.
‘Impeachment totalmente ilegal’
Sobre o processo que levou ao impeachment de Witzel, Armando disse que “nem os fluminenses sabem por que ele perdeu o cargo”, e garantiu que o aliado foi atacado por grupos poderosos e escusos da política fluminense.
“Foi um impeachment totalmente ilegal, foi um linchamento político. A Assembleia Legislativa do Rio [Alerj], e isso não sou eu que falo, está provado na imprensa, é comandada pelo tráfico [de drogas]. Tanto é que o atual presidente, o Bacellar [Rodrigo Bacellar, do União Brasil], foi um dos relatores do impeachment de Witzel”, destacou.
Bacellar está preso desde o início de dezembro, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), por acusação de ter passado informações de operações de combate à corrupção da Polícia Federal (PF) a possíveis alvos.
“Quando Witzel ainda era governador, os políticos iam até o Palácio Guanabara [sede do Governo do Rio] e, nos bastidores, diziam que ele não tirou a toga, ele continuava juiz, porque é um cara íntegro, é um cara sério. Ele sozinho tentou combater toda aquela corrupção, e teve um linchamento político”, afirmou ainda Armando, que também é colunista de automobilismo na Gazeta.
Oficialmente, Witzel sofreu o processo de impeachment por uma investigação relacionada à suspeita de superfaturamento e atraso na construção dos hospitais de campanha.
Claudio Castro ‘traidor’
Questionado se o atual governador, Cláudio Castro (PL), de fato “é um traidor”, como Witzel definiu à Gazeta, Armando confirmou.
“Completamente. Quando o Witzel lançou a candidatura, ele não tinha vice. E o partido [PSC] ofereceu um vereador de primeiro mandato, que era o Claudio Castro. Ninguém podia imaginar que ele seria um dos organizadores intelectuais da derrocada do Witzel. E ele está para ser preso”, garantiu.






