A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (17/9) o texto original da PEC da Blindagem, por meio de uma manobra regimental. A medida restabeleceu a votação secreta na análise da abertura de processos contra parlamentares.
O texto foi costurado pelo Centrão e teve o aval de 353 deputados, enquanto 134 foram contrários. Somente quatro bancadas não deram nenhum voto a favor: PSOL, PCdoB, Rede e Novo.
Apesar disso, o deputado Ricardo Salles, do Novo, deixou de votar por estar ausente. A medida foi vista por parte do eleitorado como uma forma de deixar de se envolver com o tema.
“A ausência é um descomprometimento com os eleitores e o posicionamento de partidos que se dizem contra a Blindagem”, analisou a cientista política Juliana Fratini à Gazeta.
Veja como os partidos votaram
Maior bancada da Casa, com 88 deputados, o PL deu 83 votos a favor. O número representa 94% da legenda. Outros cinco parlamentares não votaram.
A bancada do Republicanos, por sua vez, deu 93,3% dos votos favoráveis. Cerca de 90% dos parlamentares do PP e do União Brasil votaram a favor do texto.
Já 12 dos 67 deputados do PT apoiaram a PEC – ou cerca de 18% da legenda do presidente Lula.
Segundo parte dos petistas, a votação a favor, que contraria a bancada da sigla, seria uma forma de destravar outras pautas a favor do governo.
O presidente do MDB, Baleia Rossi, votou contrariamente, mas mais de 83% da sigla foi favorável. Já partidos como PSD e PSDB se dividiram.
Deputados vão ao STF
Líderes do PT, PSB e PSOL na Câmara acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (18/9) contra a aprovação da da PEC da Blindagem.
Outros 35 parlamentares do PT e do PSOL também assinaram o pedido para suspender o andamento da proposta. O deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP) já havia ido ao Supremo no dia anterior contra o avanço da PEC
