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ELEIÇÕES 2024

Tucanos fazem ato para PSDB apoiar Nunes, e não Tabata, em São Paulo

Ato batizado como 'Movimento Tucano com Ricardo Nunes' pretende evitar que partido apoie Tabata Amaral à Prefeitura de São Paulo

Bruno Hoffmann

Publicado em 18/03/2024 às 19:01

Atualizado em 18/03/2024 às 20:09

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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes / Ettore Chiereguini/Gazeta de S. Paulo

Um grupo de filiados ao PSDB vai promover um ato nesta terça-feira, no centro de São Paulo, para que o partido apoie a reeleição de Ricardo Nunes (MDB) à prefeitura da Capital. O atual comando do diretório municipal do PSDB de São Paulo, liderado pelo ex-senador por José Aníbal, estuda embarcar na pré-campanha da deputada Tabata Amaral (PSB).

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O ato, batizado como “Movimento Tucano com Ricardo Nunes”, pretende “manter o desejo de Bruno Covas”, de acordo com os organizadores. Covas foi eleito como prefeito em 2020, com Nunes como vice, e morreu em maio de 2021, vítima de câncer.

“Temos figuras históricas no partido que compreenderam o recado que o Bruno nos deixou em relação ao Ricardo Nunes, de apoiá-lo”, disse Fernando Alfredo, ex-presidente do PSDB municipal.

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Os apoiadores do ato, segundo Alfredo, serão compostos por “militantes da ala tradicional dos tucanos”, como familiares de Mário e Bruno Covas, de Franco Montoro, de Sérgio Motta e de Waldemar Chubaci. Vereadores de São Paulo e outros parlamentares também são esperados na manifestação.

“Temos o apoio dos deputados federais, estaduais e vereadores do partido que representam a extrema maioria da militância”, disse Alfredo.

O movimento também tem o apoio de parlamentares dos 58 diretórios zonais do partido. “Somos os tucanos-raiz, autênticos, contra uma ala que hoje não representa nossos ideais”, disse Jorge Damião, fundador do PSDB e um dos organizadores do ato. “Estamos lutando contra tucanos de pelúcia”, completou.

Entenda a crise no PSDB de São Paulo

No início de março, o diretório nacional do PSDB interveio nas eleições para o diretório estadual tucano em São Paulo. A escolha havia sido pelo presidente do Sebrae-SP, Marco Vinholi, mas quem acabou assumindo o posto foi o prefeito de Santo André, Paulo Serra.

Já José Aníbal assumiu, por desejo do presidente nacional tucano, Marconi Perillo, o diretório municipal do PSDB na Capital. Ele tem a pretensão de que o partido apoie Tabata Amaral para a prefeitura da cidade.

Uma das lideranças tucanas a favor da intervenção em São Paulo foi Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul. Por isso, o ex-presidente do diretório municipal do PSDB de São Paulo, Fernando Alfredo, chamou o gaúcho de “golpista de centro” em uma publicação no Instagram na semana passada.

“Golpismo não existe só na direita e na esquerda. Os de centro são os mais dissimulados de todos, tipo Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul”, iniciou Alfredo.

Ele escreveu que, pelo perfil de Leite, o tucano “tinha tudo para ser um cara bacana”, mas que passou a achar que “manda em São Paulo” ao se opor ao apoio do partido a Ricardo Nunes, atual prefeito da Capital, eleito como vice na chapa de Bruno Covas;

“Aí o governador do Rio Grande Sul, o golpista, resolve que quem manda em SP é ele. Eduardo e seus asseclas precisam entender só uma coisa: São Paulo é maior do que vc acha que representa. Respeite SP”, completou Alfredo. A coluna manteve a grafia original.

Alfredo foi afastado da direção do diretório municipal tucano no fim do ano passado, justamente por decisão de Leite, na época em que era presidente nacional do partido. Neste momento, o ex-senador José Aníbal ocupa o cargo na Capital.

Em contato com a coluna, Alfredo disse que Leite e o deputado federal mineiro Aécio Neves “acham que mandam” no diretório municipal paulistano e disse que não vai aceitar que ambos interfiram no desejo da maioria de apoiar a reeleição de Ricardo Nunes.

“Eles intervieram no diretório municipal, eles intervieram no diretório estadual porque não querem que o partido apoie o Ricardo. Só que eles não entenderem que vamos continuar fazendo barulho enquanto não expulsarem a gente”, disse.

O tucano também afirmou que, caso haja eleição para o diretório municipal, ele se candidata com a certeza de retornar ao cargo. “Eles sabem que não têm voto”.

A reportagem tentou entrar em contato com Aécio Neves e Eduardo Leite, e vai atualizar este texto caso haja manifestações.

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