A maior lição sobre inglês da Copa de 2026

Copa do Mundo mostrou que a comunicação em inglês importa mais do que a perfeição; veja as lições deixadas por jogadores, árbitros e Messi

Espanha campeã da Copa do Mundo de 2026

Seleção da Espanha levanta a taça de campeã da Copa do Mundo de 2026 / Ronald Wittek/EFE/EPA

A Copa do Mundo acabou, mas deixou um legado que vai muito além do futebol. Para quem gosta de observar línguas em uso, foi um verdadeiro laboratório de comunicação internacional.

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Vimos árbitros, jogadores, técnicos e jornalistas do mundo inteiro tentando se entender das mais diversas formas. E talvez a maior lição tenha sido que a comunicação não depende de um inglês “perfeito”.

No início da Copa, um dos assuntos que mais repercutiram no Brasil foi o inglês do árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio. Muitos brasileiros criticaram sua pronúncia e sua gramática ao ouvir os áudios do VAR divulgados pela FIFA. Mas, enquanto a internet discutia os erros, quase ninguém prestou atenção ao que realmente importava: a comunicação funcionou.

O objetivo era informar que a decisão da arbitragem havia sido tiro livre direto (direct free kick) e cartão vermelho (red card). A reação imediata dos jogadores, da equipe técnica e da torcida mostrou que a mensagem foi compreendida sem dificuldade.

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Embora o inglês seja o idioma oficial da arbitragem e da organização da FIFA, ele está longe de ser a única língua ouvida durante uma partida. Em campo, jogadores e árbitros recorrem aos seus próprios idiomas quando isso facilita a interação. Nas entrevistas, intérpretes garantem que todos compreendam as perguntas e respostas.

O inglês funciona como uma língua de contato: um ponto de encontro entre pessoas que falam idiomas diferentes.

Mas nem toda situação exige o mesmo nível de inglês, e talvez ninguém ilustre isso melhor do que Lionel Messi. Durante toda a carreira, quase nunca o vemos concedendo entrevistas em inglês.

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Em um vídeo publicado há alguns anos, ele comenta que vinha estudando o idioma e consegue entender muito melhor do que consegue falar. Frase clássica entre os estudantes de inglês.

No entanto, pesquisando sobre o tema, encontrei alguns vídeos em que ele conversa com árbitros em inglês durante as partidas. São interações rápidas, com poucas palavras, mas suficientes para resolver a situação.

Então, por que ele nunca dá entrevistas em inglês? Porque conversar rapidamente com um árbitro é muito diferente de responder perguntas ao vivo diante das câmeras do mundo inteiro.

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Uma entrevista exige vocabulário mais amplo, rapidez para organizar as ideias, espontaneidade e, principalmente, confiança. Com todos os recursos e a vivência internacional do craque argentino, arrisco dizer que ele saiba muito mais inglês do que demonstra em público. Mas compreender uma língua e usá-la com naturalidade em uma entrevista são habilidades diferentes, e essa diferença só diminui com prática.

E, por fim, houve uma ironia linguística deliciosa. A torcida inglesa transformou Wonderwall, do Oasis, em um dos grandes hinos desta Copa.

Milhares de pessoas cantavam a plenos pulmões uma palavra que, curiosamente, não é comum nos dicionários da língua inglesa. O significado é aberto a interpretações da música, mas o mais aceito é de “porto seguro”. 

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A Copa de 2026 mostrou que o inglês real não é o inglês do livro didático nem o da prova de proficiência. É o inglês de pessoas com sotaques diferentes, gramáticas imperfeitas, vocabulários limitados, estratégias improvisadas e muita vontade de se fazer entender.

Antes de ser uma coleção de regras, uma língua é uma ferramenta para conectar pessoas. Mas isso não significa que aprender inglês seja um acaso.

A ciência da aprendizagem mostra que existem estratégias capazes de tornar esse processo muito mais eficiente. No meu novo livro, Inglês Fluente – Como treinar o seu cérebro para aprender inglês de forma inteligente e definitiva, que acaba de entrar em pré-venda, mostro o passo a passo para ajudar qualquer estudante a aprender inglês de forma mais eficiente. Procure na Amazon e depois me fale o que achou.

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Que a próxima Copa encontre você usando mais o inglês e tendo menos medo de errar. Mas é preciso fazer a sua parte.

Você vai adiar o seu inglês por mais quatro anos ou vai começar agora?