Gente, deixa eu contar uma coisa: eu já fui treze vezes para Fernando de Noronha. Treze! E cada vez que eu piso naquela areia branquinha, parece que é a primeira. Tem lugar assim, sabe? Que a gente visita e risca da lista. Noronha não. Ela te chama de volta, sem parar.
Foi lá que eu mergulhei pela primeira vez com o meus filhos o Felipe e o Thiago. Eu lembro como se fosse ontem, gente. O Fellipe pequeno todo animado ajustando a máscara, eu com aquele friozinho gostoso na barriga, e quando a gente entrou naquela água transparente e viu as tartarugas passando do nosso lado, bem pertinho… olha, não tem dinheiro que pague um momento desses.
A ilha tem uma energia diferente. Eu não sei explicar direito, mas o tempo parece que passa devagar lá, como se o mundo lá fora desse uma pausa.
E se você está pensando em ir, deixa eu te dar uma dica de coração: se o seu sonho é aquela água azul-turquesa de cartão-postal, vá entre agosto e outubro. É a temporada seca, o mar fica calmo, transparente, dá pra enxergar até cinquenta metros debaixo d’água perfeito pra quem ama mergulhar, como eu. Agora, se você é do time do surf como meu filho Thiago, dezembro a março é quando as ondas ficam boas de verdade. E se o bolso pedir um respiro, vá entre março e junho, que é mais em conta e bem mais vazio só reserva um tempinho a mais na agenda, porque pode chover.
Sabe o que eu mais amo lá? Sentar pra comer olhando o mar. O Varanda, na Vila do Trinta, tem aquele clima gostoso embaixo de uma árvore enorme, comandado pela chef Kel Dantas sempre que vou, sinto que estou na casa de uma amiga. Quando quero um jantar mais especial, vou direto pro Cacimba Bistrô. E olha, tem uma moqueca no Restaurante do Vale que, gente, eu sonho com ela até hoje.
Para dormir, escolhi sempre ficar perto da Vila dos Remédios, porque dá pra ir andando pra tudo, sentir a ilha de pertinho, cumprimentar os moradores. Mas se você curte mais estrutura, com piscina e todo conforto, os arredores do Boldró também têm pousadas lindas.
E não deixa de acordar cedo pra ver os golfinhos na Baía dos Golfinhos, dançando na água ao amanhecer eu nunca cansei dessa cena, viu? O passeio de barco até a Baía dos Porcos é onde eu tirei uma das fotos mais bonitas da minha vida. Fernando de Noronha não é só destino, gente. É sentimento puro. E toda vez que eu volto, já fico pensando: por que demorei tanto pra voltar de novo?
