Boulos, Marta, Ricardo Nunes e alguém

As forças políticas entendem que a eleição para prefeito de SP fortalece a base para 2026

Guilherme Boulos lidera rejeição em SP

Boulos possui apreço nas periferias, bem-posicionado nas pesquisas, dessa forma não será adversário fácil para Nunes | Leandro Paiva/Divulgação

A corrida para a prefeitura de São Paulo está em curso. A maior cidade do país é vitrine partidária. As forças políticas entendem que a eleição para prefeito de SP fortalece a base para 2026. Ricardo Nunes (MDB), atual prefeito, pretende sua reeleição, mas não ajustou o seu candidato a vice-prefeito. Muitos nomes e balões de ensaio, mas nada confirmado. Na última semana, houve a indicação de Bolsonaro (PL), Coronel Melo Araujo, seu amigo e parceiro, que foi comandante da Rota e atuou no CEAGESP.

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O nome do oficial não foi bem-vindo para alguns, principalmente para a ala mais moderada da direita paulista, pois esperavam um nome de maior capilaridade. A bancada da bala bandeirante aguardava o nome de um político já experimentado nas urnas. Na outra, ponta Marta Suplicy refilia-se ao Partido dos Trabalhadores, mostrando a força do PT, que deseja compor com Guilherme Boulos (PSOL), que já demonstrou alta votação nas últimas eleições.

Boulos possui apreço nas periferias, bem-posicionado nas pesquisas, dessa forma não será adversário fácil para Nunes. Como política é uma caixa de surpresas, Milton Leite (União Brasil), vereador tarimbado e de grande popularidade, aparece como alternativa para ser o vice de Nunes. No xadrez político tudo pode acontecer, mas os partidos não podem se furtar da realidade.

O avanço das mulheres, tanto como eleitoras, como candidatas e tudo caminha para que 2024 seja o ano da consolidação do voto da mulher. Chapa com a composição feminina será bem-vinda aos olhos do eleitorado. A esquerda, saiu na frente com Marta, vice-prefeita.

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A polarização direita-esquerda persegue as eleições municipais, ambos desejam controlar as eleições locais, mas uma terceira via seria bem-vinda. Nunes necessita definir seu parceiro, caso venha adiar poderá perder o bonde da história política paulistana.