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Economia

Controle de preços dos combustíveis: tabelamento, intervenção ou 'deixa a vida me levar'

Alta no valor dos combustíveis atingiu todos os setores

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Aumento do preço da gasolina / Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

A última alta dos preços dos combustíveis atingiu todos os setores, do CEO de uma grande empresa a dona de casa. Cenário perfeito para multiplicação de ideias miraculosas, que vão desde a intervenção na Petrobras, por parte do governo federal, olhando somente intramuros e achando que os problemas globais são resolvidos de modo regional, ao tabelamento de preços, como nos anos 1970, 1980, e ainda outras repassando a causa ao nosso eterno emaranhado de impostos.

Na verdade, a alteração estatutária da Petrobras, em 2018, afirmou que haveria o vínculo à moeda internacional e as flutuações do preço do barril, independente da situação interna, todos feitos em total represália ao
modelo Dilma/Mantega de intervenção.

O Brasil optou pela sistema de combustíveis fosseis, desde a era Vargas, o que redundou na destruição gradual de outros modais, principalmente o ferroviário que poderia rodar via energia elétrica, embora, hoje, há uma tímida retomada nesse setor. A melhor opção seria a convivência dos vários modais, mas isso ficou no passado.

O nosso transporte está vinculado aos preços do diesel e nada mudará no curto/médio prazo. O que a atual crise revela é a ausência de planejamento estatal a longo prazo. Sem qualquer preditividade, implantamos política públicas de 4 em 4 anos, eleitoreiras e rasas. Esse modelo de “no planning” não funciona.

A pandemia veio a agravar o que já não era bom e hoje colhemos sequelas em todos os setores. E nesse palco explode um conflito bélico na Europa afetando uma eventual recuperação. O brasileiro volta a sofrer com os combustíveis e não está feliz com o atual modelo de variação de preços. Essa situação do “deixar a vida me levar” fica bom na voz do sambista do Zega Pagodinho, mas não em preço de elemento essencial do nosso dia a dia.

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