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Economia e política caminham de braços dados

Além de atender aos destinos desejados pelo povo, a política atual muitas vezes atende à ideologia

CÉLIO EGIDIO

Publicado em 15/03/2024 às 13:45

Atualizado em 15/03/2024 às 13:51

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Congresso Nacional, em Brasília / Câmara dos Deputados

A recente crise entre o governo Lula e a distribuição de dividendos aos cotistas da empresa Petrobras expôs uma questão relevante sobre os rumos da economia. A política influencia na economia nacional? Segundo Aristóteles, a política pode influenciar na felicidade das pessoas. Séculos depois, Thomas Hobbes afirma que a política é o governo do povo, mesmo nas monarquias. 

Os autores, cada um em seu período, veem que a política deve seguir o desejo popular. A representatividade atual advém de um processo eleitoral no qual alguns governam em nosso nome. O que deve ser acrescido em ambos os autores é a questão ideológica que vem tomando posições cada vez mais radicais em vários países e se manifestou com toda a força em nossas terras.
 

Dessa forma, além de atender aos destinos desejados pelo povo, a política atual muitas vezes atende à ideologia e isso influencia a economia. É sabido que Bolsonaro (PL) foi um político que atendeu aos interesses das classes mais abastadas, com isenções e renúncias fiscais estratificadas, para certos grupos. Já Lula (PT), advindo de uma linha socialista, não poderia admitir que parte dos lucros da maior empresa brasileira fosse destinada a uma elite de acionistas, diferente de seu antecessor que pregava uma economia liberal com ampla liberdade nessa área. 

Num momento histórico em que a Petrobras distribuiu os maiores dividendos de sua história, na outra ponta, o litro da gasolina despontava quase a 8 reais. Política e economia caminham de mãos dadas, mas é importante ressaltar o fundo ideológico de cada bloco para analisar o cenário econômico.

O governo petista permanece no século XX com um intervencionismo nos mercados. Hoje, tal política não é bem-vista até por grandes economistas. Uma leve regulação é bem-vinda, mas intervenções agressivas não. Nisso, o mercado sabe se comportar e Lula precisa modular o discurso. Caso permaneça nessa trilha poderá chegar a um grau de reprovação sem igual. O bolso sempre falará mais alto quer seja do mais rico ou do mais pobre.

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