A “Copinha de Futebol”, oficialmente conhecida como “Copa São Paulo de Futebol Júnior”, é um dos maiores torneios de futebol de base do Brasil.
A “Copinha” apresenta os novos talentos de nosso futebol e traz o prognóstico do quanto de progressão podemos atingir no maior esporte brasileiro.
Esse torneio não somente revela talentos ou fica restrito ao futebol, mas, para o bom observador, demonstra como deveria ser o processo seletivo para as instituições públicas ou privadas. Extrair daquilo que está dando certo é receita antiga, mas por vezes passa despercebido.
É um campeonato sem grandes estrelas, pois são jovens, há pouco recursos investidos pelos times, em comparação com as equipes principais, mas possui um elemento humano singular.
São jovens ambiciosos, no bom sentido, e querem se apresentar no mercado do futebol. Vejam a equação, jovem, com poucos recursos e vontade de expor suas qualidades.
Na governança das empresas, no momento de se empregar um jovem estagiário, muitos recrutadores nem observam esses componentes, às vezes, a grife da faculdade, que está cursando, é o elemento principal de corte ou admissão.
Na “Copinha”, os jogos não são desenvolvidos nos melhores estádios e alguns não possuem a melhor infraestrutura.
Dessa forma, complementamos outro momento de referência, os atletas estão diante de adversidades e em terreno não favorável, além-óbvio, da própria disputa.
O resultado desses fatores redunda na renovação de um mercado de trabalho e de entretenimento gigantesco. Nesse paralelo, as empresas buscam seus jovens talentos dessa forma? Na sua maioria, não.
O Estado, então, distante desse viés, ainda possui com esteio um concurso público de provas e títulos, milhas distantes da equação: elemento humano, vontade, poucos recursos e adversidades.
A “Copinha” nos dá sua aula, em 2025. Os finalistas São Paulo e Corinthians se enfrentam no clássico estádio do Pacaembu.
É um torneio que, além dos “olheiros”, os recrutadores públicos e privados deveriam não somente assistir, mas compreender.
