‘Habemus Papam’: o primeiro pontífice americano da história

Escolhido foi o cardeal norte-americano Robert Prevost, de 69 anos, considerado jovem se comparado à média etária dos últimos pontífices, geralmente acima dos 70

Leão XIV tem 69 anos e é o primeiro papa estadunidense da história

Leão XIV tem 69 anos e é o primeiro papa estadunidense da história | Reprodução/X @drprevost

Com a morte do Papa Francisco, o primeiro pontífice oriundo do chamado “Novo Mundo”, surgiu a necessidade de se nomear um novo líder para a Igreja Católica.

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Seguindo seu modelo tradicional e secular, a Igreja estruturou o Colégio de Cardeais para a realização do Conclave, reuniões secretas cujo objetivo é alcançar um consenso de, no mínimo, dois terços dos votos para a escolha do novo Papa.

Em poucos dias, foi pronunciada a famosa expressão “Habemus Papam” – temos um novo Papa. A frase, inspirada no Evangelho de Lucas, remete às palavras do anjo anunciando aos pastores o nascimento do Messias.

O escolhido foi o cardeal norte-americano Robert Prevost, de 69 anos, considerado jovem se comparado à média etária dos últimos pontífices, geralmente acima dos 70.

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Seu nome foi anunciado ao mundo no dia 8 de maio, a partir da sacada da Basílica de São Pedro, no Vaticano, após quatro escrutínios.

Embora não fosse o favorito nas casas de apostas, a escolha de mais um Papa oriundo do continente americano surpreendeu e demonstrou, mais uma vez, a habilidade geopolítica da Igreja Católica.

Talvez nem os melhores estrategistas dos grandes grupos empresariais e financeiros ousassem cogitar um Papa mais jovem e dos Estados Unidos, país cuja maioria da população professa o protestantismo, com apenas cerca de 22% de católicos.

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Contudo, a eleição papal vai além das estatísticas. Envolve um complexo jogo político e estratégico para garantir a sobrevivência e relevância da Igreja no cenário global.

Em tempos de intensa polarização, a escolha de um papa nascido em Chicago, com naturalização peruana, pode representar o equilíbrio necessário entre diferentes nações e culturas. Pertencente à Ordem de Santo Agostinho, o novo Papa demonstra profunda formação intelectual.

Escolheu o nome “Leão”,  uma referência ao primeiro Papa a estabelecer diretrizes para aproximar a Igreja da sociedade.

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A expectativa é que ele se torne uma figura central na busca por paz e diálogo no mundo atual. E, nesse sentido, não apenas os católicos, mas todas as nações, têm motivos para agradecer. Bem vindo Leão XIV.