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Política

O conflito na Europa e os reflexos no Brasil

Dependendo do tempo de conflito, a nossa economia será afetada com a possível alta do valor do barril de petróleo, que pressionará os preços dos alimentos

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Ato em São Paulo contra a guerra na Ucrânia / Ettore Chiereguini/Gazeta de S. Paulo

O ataque russo à Ucrânia, nesta semana, dá início a uma guerra em terras europeias ainda não vista há décadas. Muitos compreendem que é um mero ato beligerante ou expansionista do presidente Wladimir Putin, mas há dimensões geopolíticas e históricas relacionadas a esse confronto, que remontam à Guerra Fria. O tabuleiro de xadrez não é “quadrado”, mas um “triângulo” com três vértices: de um lado a Rússia, do outro lado os Estados Unidos e o terceiro vértice seria a Europa, segundo o professor Antônio Barbosa, da Universidade de Brasília (UnB).

Outros especialistas afirmam que é uma forma de exposição da Rússia ao mundo, reafirmando que está jogo dos grandes países. Com o fim da União Soviética, anos 1990, o poder mundial deslocou-se para os Estados Unidos, nos anos 2000, a China despontou como grande economia, mas não interferiu na mapa europeu. O Kremlin quer definir qual é sua influência territorial na União Europeia-UE e no Leste da Europa.

Neste xadrez, o Brasil apareceu nos últimos lances, sem grande repercussão, com a visita do presidente Jair Bolsonaro (PL) a Moscou. Dependendo do tempo de conflito, a nossa economia será afetada com a possível alta do valor do barril de petróleo que pressionará os preços dos alimentos e com efeito imediato nos índices inflacionários.

Na verdade, há uma reciprocidade de dependência de produtos na relação Brasil-Rússia. Precisamos dos nitratos, base de muitos fertilizantes e eles de nossa proteína animal. No mesmo balaio encontram-se os Estados Unidos e a Europa, como grandes mercados importadores de produtos nacionais.

É uma guerra que afeta os interesses, a vida e o bolso dos brasileiros, e que exige cautela da nossa diplomacia, precipuamente na reunião no Conselho de Segurança da ONU que está por vir, pois nosso voto será conhecido por todos.

*Célio Egidio é jornalista, advogado, Doutor em Direito pela PUC-SP e assessor parlamentar

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