O tema aquecimento global foi citado no meio científico no final do século XIX. Isso mesmo, caro leitor, há mais de um século que a humanidade deixa de tomar as providências para perpetuar sua própria existência.
Segundo artigo da revista “National Geographic”, as alterações das temperaturas são normais, mas recentemente a média global vem aumentando em virtude das concentrações de dióxido de carbono e das mudanças no eixo da terra, ou seja, sua posição em relação ao sol.
Impossível não estabelecer relação dessas mudanças, com o aumento do período de secas, da alta intensidade pluvial no momento das chuvas e outros eventos que estamos vivenciando.
As crises ambientais estão sequenciais, vide os casos do litoral paulista e do recente problema que atingiu o estado do Rio Grande do Sul.
Sem fórmulas e sem solução, o governo federal, ora nega a existência de qualquer problema, “avançando a boiada”, ora se apresenta como pessoa preocupada, mas que, pela fragilidade de efetivação, nada fará para amenizar o problema.
As queimadas nos estados do sudeste e centro oeste dão azo a todo o tipo de compreensão. Alguns entendem que foram criminosas e que isso não ocorreria naturalmente, outros que é “normal” nessa época.
Até é intelectivo que uma pessoa que sempre fez queimada controlada, deseja fazê-lo novamente, mas um período sem chuvas, uma alta de ventos, essa conduta poderá causar desastre sem igual.
Após a crise ambiental no sul, temos mais um desastre anunciado em nosso país, as queimadas. A legislação ambiental é gravosa aos infratores, mas possui efetividade baixa.
As queimadas avançam e voltamos a pedir aos céus que as chuvas voltem. Talvez, devamos pedir aos pajés a dança da chuva, que são típicas de nossas comunidades indígenas, ou que, nas próximas eleições, esse tema seja visto pelo eleitor no momento do voto.
