Na política nacional, Lula (PT) fez o seu papel, reatou laços comerciais no exterior que, no período pandêmico, ficaram desgastados. O Brasil voltou a ser ouvido nas reuniões sobre temas ambientais e os negócios na área externa fluem. Veja que o agronegócio continua exportando em larga escala, e já responde por quase 1/3 do PIB.
Na área interna,o lulismo em sua terceira versão conseguiu aprovar a reforma tributária, marco de seu primeiro ano de governo que reverbera por anos. Não foi a reforma ideal, mas a possível dentro dos parâmetros políticos e em tempos de presidencialismo de coalização.
Os indicadores econômicos apontam certo otimismo, pois o desemprego caiu e a inflação está contida, somado ao novo modelo de financiamento do programa “minha casa, minha vida”, que poderá proporcionar maiores investimentos para o próximo ano. Isso redundará em emprego e renda, a roda da economia poderá girar mais rápido.
O produto interno bruto-PIB, deste ano, pode alcançar a faixa de 3% de aumento, melhor média da última década. Os números não mentem, tivemos um bom ano, e 2024 tende a ser melhor.
O índice Bovespa começou em janeiro com 105 mil pontos e já ultrapassa 130 mil. O mercado está animado com a reforma tributária e a possibilidade do arcabouço fiscal funcionar. Déficit fiscal zero não teremos, mas Lula (PT) acertou o passo em vários pontos.
Como é “ano par”, como diria Geraldo Alckmin (PSB), é ano de eleição, no caso, as municipais, que irão colocar o país em outro ritmo. A nova prova do new petismo será nas urnas locais, Lula perdeu sua base nas cidades em 2020.
O bolsonarismo promete criar polarização, embora nos pequenos e médios municípios o que importa é proximidade local, dessa forma há pouca relevância para as ideologias. O eleitor vota na pessoa e não no partido. Na economia há boas previsões, na política municipal tudo pode acontecer.
