Mais uma vez, a premiação da France Football erra seu vencedor. Ousmane Dembelé venceu a Bola de Ouro de melhor jogador do mundo na temporada, mas, embora tenha vencido a votação, não foi o melhor jogador.
Nada contra Dembelé, que é um jogador fora de série e mereceu ficar entre os três finalistas. Não bastasse uma decisão questionável na vitória de Rodri contra Vini Jr., a votação se superou e cometeu o maior absurdo de sua história: Raphinha, do Barcelona, ficou apenas na quinta colocação.
Para 2024, o campeão da Champions League foi descartado para um jogador que venceu a Eurocopa. Para 2025, o campeão da Champions League foi o premiado. Difícil entender o critério de cada votante.
Lamine Yamal, Dembelé e Raphinha foram os três melhores jogadores, analisando individualmente, com sobras para os demais. Contudo, inexplicavelmente, o brasileiro ficou apenas na quinta colocação, atrás de Salah e Vitinha. Yamal e Raphinha jogaram, inclusive, mais na última temporada do que Rodri na que foi premiado.
Raphinha decidiu jogos na Champions até onde pôde, foi crucial no título espanhol e foi o jogador mais efetivo do mundo nos jogos importantes. Yamal foi quem mais encantou, Dembelé foi um equilíbrio dos dois, mas ganhou forças com a chegada da reta final da temporada.
O mais efetivo, o mais brilhante, o mais vencedor, seria o top-3 lógico e justo. Vitinha é um grande meia, pulmão do meio-campo campeão da Europa, mas não pode ficar na frente de um artilheiro e destaque individual tão relevante.
Falta critério
Vencer a Champions não vale em 2024, mas em 2025 é o bastante para definir o vencedor e tirar um semifinalista da competição sequer do top-4. Nem os próprios Salah e Vitinha, em uma votação própria, deveriam ter se colocado na frente de Raphinha pelo que foi jogado na temporada analisada.
O que mais os brasileiros precisam fazer para ao menos serem respeitados na votação é o que deve ser debatido, pois é injustificável a colocação final de Raphinha. É preciso rever alguns votantes e pedir justificativas, pois é o segundo ano consecutivo com colocações finais questionáveis.
Em um campeonato, vence o melhor time, mas numa premiação individual como a Bola de Ouro, deveria vencer quem se destaca individualmente, e não apenas quem foi campeão.
O maior debate acaba nem se tornando a vitória de Dembelé, que embora não fosse o meu vencedor, teve méritos para estar entre os favoritos, mas o restante da disposição dos demais colocados.
Parabéns ao Dembelé, e vergonha para a France Football com o que foi feito na ordem do top-5 pelos votantes.
