Com o calendário europeu oficialmente encerrado e o Campeonato Brasileiro paralisado, o foco se vira totalmente para a Copa do Mundo.
Gabriel Magalhães, o melhor zagueiro do mundo, chega injustamente marcado por um pênalti perdido na final da Uefa Champions League, após uma atuação espetacular na partida e em toda a temporada. Marquinhos, zagueiro do PSG, falhou no gol londrino, mas fez um bom jogo no restante da partida, além de também ter sido um ótimo líder para a equipe francesa durante o ano.
Dos finalistas, quem chega mais em baixa para a Copa é Gabriel Martinelli, também devido à excelente atuação ofensiva da Seleção Brasileira no amistoso deste domingo (31/5), contra o Panamá, mas que ainda oferece uma saída velocista pela esquerda e boa entrega na marcação.
Amistoso bem jogado e esperança renovada para a Copa do Mundo
O amistoso contra o Panamá merece elogios, mas com ressalvas. O Brasil enfrentou uma seleção consideravelmente inferior, é verdade. Contudo, fez o que precisava fazer em um cenário assim: vencer e convencer, goleando o adversário.
Meu maior elogio para a convocação fica para o destaque também no último jogo: Rayan, atualmente no Bournemouth, da Inglaterra. Velocista, driblador e bom finalizador, ele mereceu sua vaga entre os convocados e fez neste último domingo (31/5), um grande jogo.
Embora Alisson ainda tenha demonstrado estar fora do ritmo, é um bom sinal ele ter conseguido atuar. Quem cometeu deslizes foi a zaga. Bremer e especialmente Léo Pereira demonstraram alguns deslizes, contudo, devem ser reservas com a volta de Magalhães e Marquinhos.
Lucas Paquetá também demonstrou grande desempenho. Embora muitos tenham criticado sua convocação, vi o nome como alguém interessante, justamente pela qualidade de armação. Foi exatamente isso que ele entregou contra o Panamá, com passes fora da caixa e saindo do básico.
O elenco da Seleção Brasileira não é ruim. Apenas está (ou estava) mal montado e distribuído em campo. E claro: com Vini inspirado, tudo fica mais fácil.
Ao Neymar, caberia para resolver situações como as da atuação de Paquetá ou Endrick, incomodando zagueiros e achando passes para companheiros.
No fim, o que todo brasileiro fã de futebol quer é ver a Seleção assim: vencendo e mostrando o futebol que conquistou o mundo cinco vezes.
