Férias no futebol: tristeza para alguns, alívio para outros

Corintianos fecham o ano felizes, santistas aliviados, palmeirenses frustrados e são-paulinos melancólicos

Os advogados de Casares alegam a inocência do mandatário

Júlio Casares, presidente do São Paulo, viu a pressão aumentar e denúncias ocorrerem no clube | Reprodução/YouTube

Com a temporada do futebol encerrada de maneira oficial, alguns torcedores descansam com o sentimento de dever cumprido, enquanto outros respiram aliviados após um ano desastroso, ou ao menos desgastante.

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Os torcedores corintianos, por exemplo, saem satisfeitos com as conquistas do Paulistão e da quarta Copa do Brasil de sua história.

E o cenário nem era tão favorável assim, principalmente se for considerado o cenário político do Timão, que contou até com um impeachment na presidência e problema com transferban.

Curiosamente, o segundo dos quatro grandes paulistas que mais saiu, se não satisfeito, menos infeliz, foi o Santos. Com a meta principal sendo se salvar do rebaixamento, o Peixe ainda assegurou uma vaga na Copa Sul-Americana, terminando uma posição acima do Corinthians na tabela do Brasileirão. Neymar chamou a responsabilidade na reta final para ajudar com que a meta fosse atingida.

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O ano santista não foi bom, mas ao menos foi feito o mínimo que era esperado.

Sendo assim, principalmente para o Corinthians, a virada de ano tende a ser mais tranquila e esperançosa para um 2026 com um final ainda mais feliz.

Para a dupla do Choque-Rei, restou a melancolia e a incerteza.

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De um lado do muro, o Abel Ferreira encerrou o primeiro ano sem conquistas pelo Palmeiras, amargando três vices e uma freguesia para o maior rival. Na reta final da temporada, perdeu um Brasileirão acessível por escolhas ruins, e viu sua meta principal (Libertadores), ruir em um escanteio. Criticado por uns e defendido por outros, Abel, segue no comando.

Do lado do Tricolor Paulista, o cenário é catastrófico. Só não foi pior porque o rebaixamento não veio (ou ao menos ainda não, pois as perspectivas para o futuro são assustadoras para toda a torcida). Escândalos como o de supostos esquemas e desvios em vendas ilegais de camarotes, aplicação de Mounjaro e da dívida no teto, indicam que o impeachment de Júlio Casares talvez se trate de uma questão de sobrevivência.

Com as férias mais curtas e o calendário de 2026 se iniciando mais cedo, o torcedor tricolor reza agora para que o que já está péssimo, não piore ainda mais.

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Para quem sorriu e para quem chorou, o futebol é dinâmico e tudo pode mudar (ou não). Resta agora aguardar o ano que vem.