O camisa 9 da Seleção Brasileira

Embora tenha jogado vários meses praticamente no lixo esperando uma oportunidade no Real Madrid que nunca chegou, Endrick volta ao holofotes

Recém-chegado ao Lyon, da França, o jovem fez três gols na última partida e já se tornou a referência da equipe

Recém-chegado ao Lyon, da França, o jovem fez três gols na última partida e já se tornou a referência da equipe | Reprodução/Instagram Lyon

Na reta final da caminhada rumo à Copa do Mundo de 2025, o Brasil ainda não tem um dono certo para a função de camisa 9.

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João Pedro, do Chelsea, teve a chance de se efetivar como “o cara” da posição, mas caiu muito de nível após a Copa de Clubes. Richarlison, queridinho de Ancelotti, deve ser presença certa no Mundial, mas não o titular

Há quem prefira até jogar sem um nove de ofício e aproveitar a abundância de pontas de qualidade para montar o ataque, afinal seriam muitas opções, entre eles: Raphinha, Vini Jr, Rodrygo, Estevão, Martinelli e Luiz Henrique. 

Matheus Cunha, que não é um centroavante de ofício (semelhante ao Roberto Firmino), briga por essa posição, mas também pode conquistar sua vaga como meia. Neymar Jr. ainda é uma incógnita, sem podermos cravar se ele estará 100% para o próximo Mundial e se Ancelotti usaria como falso 9, como camisa 10, ou até ainda aberto pela esquerda.

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Destaques do Brasileirão

Dos centroavantes de ofício, Kaio Jorge, Vitor Roque e Pedro (este último bem longe do auge) são lembrados, mas precisam convencer que seriam titulares e matadores em uma Copa do Mundo. Yuri Alberto é o artilheiro no País desde 2024, mas alterna entre boas atuações e erros decisivos pelo Timão.

Ascendentes

Igor Jesus, agora na Europa, também já teve sua chance e chegou a balançar as redes. Ainda esta se adaptando, mas pode ter alguma vantagem por já ter encontrado mais minutos com a camisa da Seleção.

Igor Thiago, do Brentford, da Inglaterra, se tornou o brasileiro com mais gols marcados em uma única edição da Premier League, Contudo, às vésperas da Copa, nunca foi testado e sofre com a desconfiança de alguns pela boa fase ter um recorte mais recente.

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Evanilson tem se mostrado muito eficiente, também pela liga inglesa, e também merece ser monitorado.

Rayan, agora companheiro de equipe de Evanilson e recém-vendido pelo Vasco para o Bournemouth, jogou mais centralizado com Fernando Diniz, e também pode ser testado.

Marcos Leonardo foi o artilheiro da Copa de Clubes, fazendo dois gols na vitória contra o Manchester City, e quase voltou ao Brasil, em negociação frustrada com o São Paulo. Deu a volta por cima e se tornou o artilheiro do Al-Hilal, mostrando que, mesmo em uma liga alternativa, merece ser testado.

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O novo velho nome

Quem desponta como novamente o grande nome é a principal revelação da posição desde o pentacampeonato: Endrick. Recém-chegado ao Lyon, da França, o jovem fez três gols na última partida e já se tornou a referência da equipe.

Embora tenha jogado mais de dois anos praticamente no lixo esperando uma oportunidade no Real Madrid que nunca chegou, o atacante revelado pelo Palmeiras parece motivado para conquistar a vaga que todos esperavam que já seria naturalmente dele: a de camisa 9 da Seleção. 

A liga francesa é mais fraca tecnicamente, e o recorte é bem curto, mas traz esperanças. Mais baixo que o comum e muito veloz, Endrick se sai melhor fazendo dupla de ataque, caindo do meio para a direita e vice-versa.

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Não adianta usá-lo como centroavante de referência, apelar para cruzamentos ou deixar que apenas ele brigue com os zagueiros. É preciso que ele participe da criação, e não apenas as finalize.

Após meses encostado e sem ter a chance de mostrar sua qualidade, o camisa 9 demonstra sinais que justificam toda a expectativa de quando ele surgiu no profissional.