O novo e o velho horizonte no Paulistão

Os dois finalistas foram, de fato, as melhores equipes ao longo de todo o Campeonato Paulista

Além de fazer a melhor campanha da fase inicial, o Novorizontino precisou bater Santos e Corinthians para chegar na decisão

Além de fazer a melhor campanha da fase inicial, o Novorizontino precisou bater Santos e Corinthians para chegar na decisão | Juan Rodrigues/Novorizontino

A final do Paulistão está definida com as duas equipes que, de fato, foram as melhores ao longo de todo o campeonato. Com o perdão do trocadilho, jogarão a final o “novo horizonte”: Novorizontino, líder da tabela e surpresa da edição contra o “velho horizonte”: Palmeiras, que chega na sua sétima final seguida.

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De um lado, um projeto novo e que possui dois dos principais jogadores do campeonato e quer seu primeiro titulo do projeto. Do outro, a equipe que está acostumada com decisões e busca retomar a paz com a torcida após um 2025 de jejum e gritos entalados, que chega como favorito ao título.

A equipe do interior mereceu, e muito, estar na final. Além de fazer a melhor campanha da fase inicial, precisou bater Santos e Corinthians para chegar na decisão, e concluiu os desafios com méritos. Jogou melhor que o Peixe e não deixou Neymar brilhar nas quartas. Nas semis, anulou o time de Dorival Júnior, derrubando uma grande invencibilidade de mata-matas por clubes do comandante, e não precisou fazer o goleiro Jordi trabalhar.

O time de Abel Ferreira, por sua vez, enfrentou o adversário mais frágil nas quartas e sobrou. Goleada e jogo tranquilo, carimbando a vaga para as semis. Na fase seguinte, eliminou o rival São Paulo em um jogo muito ruim do adversário, que viu Crespo errar na escalação. Mesmo com um pênalti não marcado para o Tricolor Paulista, o gosto que fica do resultado final é de que passou quem merecia, quem jogou mais nos 90 minutos e no campeonato inteiro: o Palmeiras.

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Sobre os eliminados

Aos eliminados, fica cada um com uma lição:

O lado corintiano fica com um balanço negativo de Memphis Depay que não marcou um gol sequer em todo o estadual e fez dois jogos de mata-mata ruins. Yuri Alberto é o pulmão do time e ninguém conseguiu o substituir.

Ao time de Crespo, fica a perspectiva de que o time pode mais do que “apenas buscar os 45 pontos” e que Danielzinho não pode sair do time, ou a equipe perderá muita criatividade. Mata-mata não se testa, se ganha. Falta manter isso na mente.