Após um ano de 2026 tenebroso em todos os aspectos, o São Paulo tinha um último pedido para atender sua torcida e tornar a temporada menos melancólica por uma razão simbólica: aumentar as chances de rebaixamento do rival. Não foi capaz (assim como não foi capaz de muita coisa).
O Corinthians sobrevive e começa a apresentar sinais de que pode, sim, sair desta situação antes do fim do campeonato. Caso se salve, Angileri deve ser sempre relembrado por sua salvada heróica no chute de Pedro Lima.
Os negativos do Corinthians
Após o jogo desta quarta (5/11), fica muito mais fácil apontar os inúmeros pontos negativos. Do lado alvinegro, é justo abrir com Yuri Alberto, que perdeu ótimas chances, finalizou mal em todas elas e ainda foi expulso de maneira bem pouco inteligente perto do fim da partida.
Para fazer uma média com a torcida e compensar seu erro infantil, chutou a bandeirinha do rival e pode ver sua punição aumentar mais, mesmo que eu ache muito difícil.
Memphis Depay conseguiu, embora parecesse impossível, fazer novamente sua pior partida no ano, se não, com a camisa do Corinthians. Errou domínios, passes, e só não entregou o gol graças a Angileri.
As decepções do São Paulo
O gol perdido por Luciano deve irritar mais o são-paulino do que o de Pedro Lima. Não apenas pelo jovem lateral estar jogando muito melhor do que o camisa 10, mas também pelo que representa cada lance. Pedro limpou o goleiro e chutou. Foi fraco, sem confiança e demorado, mas ainda assim fez o simples. Mérito para o defensor corintiano.
Já Luciano, na sede de ser protagonista em cima de seu rival preferido, sequer olhou para o Hugo antes de finalizar, não percebeu que ele já estava no chão e que um chute simples de chapa já faria o gol. Beirando a displicência em busca de um golaço, deu uma cavadinha com excesso de força e perdeu o gol.
Não bastasse isso, momentos depois tentou um voleio desnecessário e falhou muito. Deixou o campo sem fazer nenhuma falta para a equipe. É muito decisivo e importante para o Tricolor, mas sempre quer aparecer mais do que precisa. Embora faça o simples muito bem feito, sempre quer fazer o complicado.
Dorival acabou o jogo com três zagueiros, mesmo com um jogador a mais. Segue mantendo Newton improvisado na zaga, que não demonstra nenhuma segurança no setor, e fazendo sempre as mesmas trocas, como a entrada de Ferreirinha, que mantém sua constância: entra, faz os mesmos dribles, erra as mesmas decisões e não agrega em nada no setor ofensivo.
Difícil imaginar o comandante permanecendo no clube para 2026. O São Paulo parece não pulsar, não brilhar e não representar a própria torcida dentro de campo. O time não ganha clássicos, não convence e nunca “gira a faca” em rival nenhum.
Conclusões do Majestoso
O empate foi ruim para ambas as equipes, mas pior para o São Paulo, que jogava como mandante (e, por um acordo que prioriza a finança e não o futebol, teve que jogar no péssimo gramado da Vila Belmiro, e não no MorumBis). Se a torcida só tinha um único pedido para fechar o ano, o time não atendeu e mereceu ser vaiado.
Para o Corinthians, embora o empate seja péssimo por o manter na zona de rebaixamento, seguindo à risca a cartilha, garantiu um ponto fora e agora busca os três pontos dentro de casa na próxima rodada. Conseguiu finalizar muitas vezes na primeira etapa (mesmo que sem representar perigo) e segue vivo na briga para evitar o rebaixamento que flerta com a equipe há algumas temporadas.
Rodrigo Garro, que vinha tentando retomar o nível mais alto, pode fazer falta. Yuri Alberto suspenso, também. E, entrando desta forma, Memphis em campo também não parece nenhum reforço.
