Títulos, brigas e demissões: o frenético futebol brasileiro

Em um período de sete dias, um técnico ídolo foi demitido após golear, os estaduais acabaram e o jogo com mais expulsões da história aconteceu

Os estaduais foram decididos, um deles acabou em uma das brigas com maior troca de socos e expulsões da história, e um técnico multicampeão foi demitido após golear

Os estaduais foram decididos, um deles acabou em uma das brigas com maior troca de socos e expulsões da história, e um técnico multicampeão foi demitido após golear | Gilvan de Souza, César Greco e Pedro Souza

Ainda no começo do mês de março, o futebol brasileiro já entregou muitos acontecimentos na temporada. Os estaduais foram decididos, um deles acabou em uma das brigas com maior troca de socos e expulsões da história, e um técnico multicampeão e um vice-líder no Brasileirão foram demitidos.

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Nas decisões estaduais, vimos entre hegemonias e raras surpresas, os dois times mais poderosos do cenário atual voltarem a erguer o troféu como campeões de seus estados: Flamengo, no Rio de Janeiro, e Palmeiras, em São Paulo.

Assim, demissões bizarras, títulos estaduais e o jogo com mais expulsões da história mostram a razão do futebol brasileiro ser inexplicável.

Palmeiras campeão

Maior treinador da história do Palmeiras, Abel Ferreira voltou a subir ao topo do pódio após o primeiro (e único) ano sem título. Com um futebol que não encantou plasticamente, o Verdão sobrou no que mais importa: eficiência. Mesmo decidindo fora de casa, a equipe palmeirense venceu a decisão estadual contra o valente Novorizontino, saindo com o triunfo em ambos os jogos (ida e volta).

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Embora o Paulistão não seja um definidor de como será o ano das equipes, o Palmeiras voltou a virar a chave e vencer um troféu, se portando bem nos jogos eliminatórios. Com a taça, Abel pode voltar a ter um pouco mais da confiança perdida por uma parcela dos torcedores e mostrar nos grandes campeonatos se pode repetir o processo.

Flamengo campeão e a demissão ridícula de Filipe Luís

No Rio de Janeiro, Leonardo Jardim estreou no comando do Flamengo e já foi campeão no segundo jogo, o que diz muito da bizarrice que foi feita com o antigo treinador.

Deixando de lado a contratação do bom treinador português que havia feito juras de amor ao Cruzeiro e retornou para um rival direto, a demissão de Filipe Luís é injustificável.

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Mesmo com um começo de ano ruim, tendo perdido (jogando mal) a Supercopa para o Corinthians e a Recopa para o Lanús-Argentina, o comandante brasileiro se mostrou mais do que capaz para seguir treinando o Rubro-Negro Carioca. Afinal, se o Flamengo jogou as duas decisões, foi graças ao trabalho do próprio treinador na temporada anterior, vencendo a Copa Libertadores e o Brasileirão.

No fim, a decisão de Jorge Jesus ter ido embora no começo de 2020, após um ano mágico de 2019 com os dois mesmos títulos de Filipe Luís em 2025, se mostra cada vez mais acertada. Não dá para entender como funcionam os requisitos do Flamengo para seguir no comando do clube.

Briga na final do Mineiro

Em um jogo que podia ser conhecido como o fim do jejum após sete anos sem conquistas do Cruzeiro no Campeonato Mineiro, outro fator foi protagonista: uma briga generalizada entre os jogadores da Raposa e do Atlético-MG.

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Com 23 expulsões no total, foi o jogo com mais cartões vermelhos na história do futebol brasileiro.

Para um duelo em que diversos jogadores cotados para representar a Seleção Brasileira estavam em campo, Ancelotti não deve ter gostado nada do que viu.

Crespo demitido do São Paulo

Por fim, na tarde desta segunda-feira (9/3), o técnico argentino Hernán Crespo foi demitido do comando do São Paulo, em uma decisão que chocou quase toda a imprensa e a torcida.

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As informações são de que a diretoria se irritou com as declarações de “45 pontos” no Brasileirão e pés no chão do treinador, que consideraram muito “pessimistas”.

Avaliando a situação financeira do clube e até esportiva (com muitos anos finalizados sem um troféu conquistado), as declarações eram, na verdade, realistas.

Agora, ou o São Paulo vai encontrar o novo “Pep Guardiola” ou vai somente trocar um treinador que entendia a situação do clube, por alguém que vai se iludir com os anos de glória no passado que não condizem com a situação atual.