Ministro Luís Roberto Barroso é vaiado em congresso da UNE em Brasília

Os que vaiaram se diziam protestar a favor do piso nacional da enfermagem, e contra o impeachment da ex-presidente da República, Dilma Rousseff

Luis Roberto Barroso, Ministro do Supremo e presidente do TSE

Luis Roberto Barroso, Ministro do Supremo e presidente do TSE | Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, foi vaiado em Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), na Universidade de Brasília (UnB), na noite da última quarta-feira (12). Os que vaiaram se diziam protestar a favor do piso nacional da enfermagem, e contra o impeachment da ex-presidente da República, Dilma Rousseff. O ministro, que conhece bem o meio do colegiado, disse que falava em nome do direito de manifestação, e que por isso as vaias não o incomodavam. Mas foi obrigado a recuar no final da tarde de quinta-feira (13). É que apesar da nota de repúdio da direção da União, muitas foram as críticas, até Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado Federal, se manifestou.

Continua após a publicidade

“Fala inadequada…”

Pacheco igualou as vaias da minoria no evento com a postura de Barroso. Para o presidente do Senado, o ministro não deveria nem sequer ter comparecido, quiçá ter usado a palavra para falar de um processo eleitoral que foi tão acirrado. “A arena política se resolve com as manifestações políticas e com a ação política dos sujeitos políticos”, declarou Pacheco. Avalia-se que esta tenha sido a pá de cal para que Barroso emitisse uma nota explicando sua fala. Mas o que Pacheco quis foi evitar mais um pedido de impeachment para o ministro.

“Intervenção ao autoritarismo e aos discursos de ódio”

Continua após a publicidade

Com conhecida passagem pelos movimentos da juventude estudantil, a nota de Barroso esclareceu: “‘Nós derrotamos a ditadura e o bolsonarismo’ referia-se ao voto popular e não à atuação de qualquer instituição”, disse o ministro. A UNE também se manifestou, “(…) colocamos a nossa defesa pela prisão de todos aqueles que atentaram ao estado democrático”, declarou a presidente da União, em nota. Oposição estuda pedir o impeachment de Barroso.


Ilha “Safadão”

O roteiro das férias antecipadas do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) foi surpreendente, caro e dolarizado. É que ele resolveu juntar a família para recuperar as férias perdidas de janeiro, e a convite do cantor Wesley Safadão, que gravou um DVD ao vivo no navio, e é amigo pessoal de Lira. O cruzeiro saiu da Flórida na última segunda (10) e passou por diversos destinos paradisíacos. Acompanhou o presidente a influenciadora Jojo Todynho, que fez vários vídeos para suas redes sociais, e outros famosos.

Continua após a publicidade

E ela ainda não saiu

Dani do Waguinho segue ministra, interina. Mas Sabino já foi confirmado. O deputado paraense teve seu nome aprovado durante a semana pela cúpula do Palácio do Planalto depois da longa espera pela reunião com o senador Davi Alcolumbre (União-AP) que ratificaria a substituição. Tudo para que depois o União Brasil não diga que não foi contemplado pelo governo. Celso Sabino (União-PA) é aliado de Arthur Lira e substitui Daniela Carneiro que se desfiliou do partido.  

“Um homem pra chamar de seu”

Continua após a publicidade

No dia seguinte às vaias de Barroso no evento da UNE, o presidente da República, Luiz Inácio da Silva, recebeu o presidente uruguaio, José Mujica, mais conhecido como Pepe Mujica. Lula foi ao evento para receber um documento que continha as demandas dos estudantes de todo o País e aproveitou a oportunidade para anunciar o término do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares. O anúncio foi bem utilizado pela extrema-direita, que sem um discurso para chamar de seu, aproveitou a recusa de alguns governadores em encerrar o Programa. Principalmente o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cuja atitude parece ser a de redenção com o criador.