A vacina e o futuro da nação

É essencial garantirmos a imunização da maior quantidade de pessoas para voltarmos à normalidade, sem medo de circular nas ruas, e para que nosso país volte ao caminho do desenvolvimento econômico

Tenente Coimbra é deputado estadual em São Paulo pelo PSL

Tenente Coimbra é deputado estadual em São Paulo pelo PSL | Divulgação/Alesp

Perto de completar um ano do primeiro caso de coronavírus no Brasil e já tendo passado dos 9,5 milhões de ocorrências no país, a população enfim olha para o futuro com a esperança de que dias melhores virão e a vida finalmente poderá voltar ao normal. A vacinação já se iniciou e a cada dia mais pessoas são imunizadas contra um vírus que já ceifou a vida de centenas de milhares de brasileiros.

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Segundo dados divulgados na imprensa até o fechamento desta coluna, mais de 4 milhões de pessoas já receberam ao menos uma dose de vacina. Além disso, o Governo Federal iniciou no fim de semana a distribuição de mais de 2,9 milhões dos imunizantes e negocia a compra de 30 milhões de doses produzidas na Rússia e da Índia. Ao mesmo tempo, o Brasil começa a produzir nesta semana a vacina de Oxford/AstraZeneca.

Os dados são mais do que promissores, mas até neste momento devemos estar atentos ao famoso “jeitinho brasileiro” que alguns utilizam para terem vantagem sobre os outros. Sabemos que o calendário de vacinação segue um critério de prioridade baseado em análises de risco feitas por cientistas e especialistas em imunização, furar a fila não é apenas imoral, como ainda desvia doses de pessoas que, nestes primeiros momentos, correm mais riscos. Precisamos moralizar a distribuição das vacinas e punir aqueles que não respeitam os critérios estabelecidos.

Além disso, é necessário corrigir algumas distorções quanto à ordem de imunização de profissionais da saúde. Aqui em São Paulo, o Plano Estadual de Imunização prevê a vacinação de equipes que atuam na linha de frente do combate à Covid-19, mas retira a prioridade de servidores e colaboradores terceirizados que trabalham diariamente em hospitais, garantindo o seu pleno funcionamento. São pessoas que atuam na administração, manutenção, limpeza, entre outros setores, que desempenham funções essenciais nas clínicas e hospitais e estão expostas todos os dias ao risco de contaminação.

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Pensando nisso, encaminhei uma indicação ao governador do Estado para que os trabalhadores do setor de saúde sejam imunizados, independentemente do setor em que atuem. Esperamos que nossa solicitação seja atendida o mais breve possível, pois quem ajuda a cuidar dos doentes merece, no mínimo, o nosso cuidado.

A vacinação em massa é apontada por economistas e entidades do setor como o grande impulsionador da retomada da economia em 2021 no Brasil e no mundo. Após uma intensa quarentena, que fechou comércios por mais de uma vez e ainda não permitiu a retomada plena de outros setores como o de eventos, shows e cultura, os danos foram catastróficos, o desemprego aumentou e os prejuízos para os empreendedores são incalculáveis.

É essencial garantirmos a imunização da maior quantidade de pessoas para voltarmos à normalidade, sem medo de circular nas ruas, e para que nosso país volte ao caminho do desenvolvimento econômico.

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“Ordem e Progresso” é o que precisamos neste momento. Somente garantindo a ordem estabelecida para o processo de vacinação, priorizando os que mais necessitam e punindo os que desviam doses furando a fila, é que teremos o progresso de todas as nossas famílias e do nosso país em um futuro próximo.

*Tenente Coimbra é natural de Santos/SP. Foi eleito deputado estadual com 24.109 votos pelo PSL