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PREPARE O BOLSO

Mundo tem menor estoque de café em 22 anos e preço dispara nas bolsas internacionais

Motivo da baixa recorde nos estoques mundiais é a frustração das expectativas em relação à safra brasileira, que começou em maio e vai até setembro

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Grãos de café / Tim Mossholder/Unsplash

O mundo dispõe do menor estoque de café dos últimos 22 anos. E essa revelação, que veio à tona na última quarta-feira, levou nervosismo às bolsas internacionais. Em Nova Iorque, o preço do café arábica, mais aromático e saboroso, subiu quase 5% em um único dia. Em Londres, o conilon, menos doce e mais forte, também subiu. Aqui, essa tensão mexeu com a BM&F, segmento da bolsa brasileira onde são negociados os contratos futuros de commodities agrícolas. A pressão também alterou o preço da saca de 60 quilos no sul de Minas, no Cerrado Mineiro e na região de Franca, principais praças produtoras do arábica. E essa alta nos preços do café em plena colheita no Brasil logo chegará à sua xícara...

O motivo da baixa recorde nos estoques mundiais e de toda essa tensão é a frustração das expectativas em relação à safra brasileira, que começou em maio e vai até setembro.

O clima adverso estressou os cafezais durante todo o ciclo de produção 2020/2021. Além da seca extrema, foram ao menos duas geadas fortes no Interior Paulista e em Minas Gerais, com perdas generalizadas no ano passado. E as plantas ainda não se recuperaram...

Resultado: com floradas desiguais na última primavera, este início de safra tem mostrado diferentes estágios de maturação. No mesmo galho é possível encontrar grãos verdes, maduros e secos, o que reduz a qualidade da bebida e diminui a produtividade.

E esta quebra na safra vai ficando cada vez mais evidente com o avanço na colheita, a mais lenta dos últimos seis anos. Os produtores também têm se queixado da falta de mão de obra e do aumento nos custos com o diesel.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Café, ao longo de 2021 o grão ficou 155% mais caro. No varejo, a alta foi de 52%. O Brasil é o maior produtor do mundo e, também, o maior exportador do grão.

Cientistas encontram...

Cientistas das universidades de Harvard e do Oeste do Paraná concluíram que agrotóxicos utilizados nas lavouras de grãos provocaram ao menos 542 casos de câncer entre 2017 e 2019. O estudo encontrou venenos agrícolas na água de 127 cidades, onde vivem 5,5 milhões de paranaenses.

...altas concentrações de...

Dentre os pesticidas encontrados na água servida pela estatal Sanepar, 11 são “possivelmente, potencialmente ou comprovadamente cancerígenos”. As evidências apontam especialmente para uma associação entre esses agrotóxicos e o câncer de mama.

...agrotóxicos em água no Brasil...

Mais de 80% dos casos tiveram ligação com duas substâncias, mancozeb-ETU e diuron. O estudo descobriu que a contaminação está acima do limite aceito pela União Europeia, de até 0,5 partes por bilhão. Na água dos paranaenses cercados por lavouras de grãos a soma chegou a 189,84 ppb.

...e associam ao câncer de mama

A pesquisa seguiu parâmetros do Instituto Nacional do Câncer e da Agência Internacional de Pesquisas em Câncer, e foi publicada nesta semana pela Folha de S. Paulo e pelo Environment International, periódico de artigos científicos.

Filosofia do campo:

“O tempo parecia pouco, e a gente parecia muito”, Paulo Leminski (1944/1989), professor e poeta paranaense.

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