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Preço da carne suína cai 17% em maio e empacotadores boicotam feijão carioca

Movimento foi causado pela queda no consumo das famílias e, principalmente, pela redução de 16% no volume de carne suína exportada pelo Brasil em abril

Nilson Regalado

Publicado em 20/05/2022 às 11:26

Atualizado em 20/05/2022 às 14:36

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Porcos / Digoarpi

Os preços do suíno vivo e da carne suína no atacado caíram quase 17% no Estado desde o início do mês. Esse movimento foi causado pela queda no consumo das famílias e, principalmente, pela redução de 16% no volume de carne suína exportada pelo Brasil em abril, na comparação com o mesmo mês de 2021. Resta saber se essa desvalorização vai ser repassada ao consumidor por açougues e supermercados...

Essa queda nos preços vem sendo monitorada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP), por associações de criadores e por grandes bancos.

Essa deflação aconteceu também nos três estados da Região Sul e em Minas Gerais, com pequena variação nos percentuais. China e Estados Unidos, os dois maiores produtores mundiais, também registram desvalorizações. Na tentativa de conter a crise, o governo chinês comprou 40 mil toneladas de carne suína nesta semana para reforçar os estoques públicos e conter a queda nos preços.

No Brasil, o governo suspendeu o pagamento de dívidas dos produtores. A medida visa compensar o aumento nos custos com energia elétrica e rações.

A inflação está provocando um movimento surpreendente também no mercado do feijão. Com a saca de 60 quilos do carioca custando até R$ 430,00, o dobro do valor da saca do feijão preto, empresas que empacotam o grão ‘boicotaram’ o carioca nos últimos dias. Segundo o Instituto Brasileiro do Feijão, a ideia é forçar uma queda nas cotações no campo.

De acordo com o Ibrafe, o preço baixo do feijão preto na porteira da fazenda não está sendo repassado ao consumidor. Essa seria uma tática dos supermercados para equalizar o preço alto do carioca, que responde por 80% do consumo no País.

Portanto, é possível que haja pouco feijão carioca disponível no varejo no começo de junho...

“Criança na mamadeira...

A desorganização da economia brasileira está desencorajando o produtor de leite. O IBGE apurou queda de 10,5% no volume adquirido pelos laticínios no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período de 2021. O motivo é o custo da energia elétrica, usada nas ordenhadeiras e nos tanques que garantem o resfriamento do leite na roça.

...já tá fazendo careta...

Praticada basicamente por pequenos sitiantes, a pecuária leiteira sofre ainda mais com a carestia da ração que aumenta a produtividade das vacas, feita com o milho e a soja que seguem sendo exportados em volumes recordes... 

...quem não for filho de Deus”

E, quem paga a conta, é o consumidor. Em 12 meses, o preço médio dos lácteos ao consumidor subiu 18,06%, com o leite UHT chegando a 23,39%. E o momento é crítico, de entressafra que vai até outubro.

Juma, Zé Leôncio, Velho do Rio

O número de fazendas que aderiram à pecuária orgânica saltou de 30 para 60 nos últimos 12 meses no Mato Grosso do Sul. Os dados são da Associação Pantaneira de Pecuária Sustentável...

Filosofia do campo:

“Criança na mamadeira já tá fazendo careta /Até o leite das crianças virou droga na chupeta/A coisa tá feia, a coisa tá preta...Quem não for filho de Deus, tá na unha do capeta”, Tião Carreiro (1934/1993), violeiro mineiro, in ‘Pagode em Brasília’.

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