Senado caminha para proibir veículos movidos a gasolina e diesel no Brasil

Agora, a análise terminativa do PL 304/2017 na Comissão de Meio Ambiente depende apenas do jogo político no Senado.

Segundo a ANP, o "preço de fachada" ocorre quando um posto anuncia um valor atrativo para os combustíveis em placas visíveis, mas cobra um preço diferente na bomba

Senado caminha para proibir veículos movidos a gasolina e diesel no Brasil | Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

O Senado Federal segue dando passos para a proibição dos veículos movidos a gasolina e a diesel. O Projeto de Lei 304/2017 já foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e chegou a ser inserido na ordem do dia da última quarta-feira. Só falta a aprovação da Comissão de Meio Ambiente, que analisaria o PL 304/2017 em votação terminativa. Ou seja, se aprovado na CMA, nem precisa ser apreciado em plenário. A partir daí, a proposta vai direto para a Câmara dos Deputados. Na prática, o projeto altera o Código de Trânsito Brasileiro, de 1998. A ideia é proibir a fabricação de veículos movidos por combustíveis fósseis a partir de 2030 e vetar a circulação de carros, ônibus e caminhões a gasolina e diesel em 2040.

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A proposta de extinguir os veículos movidos a combustíveis fósseis é de autoria do senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro de Jair Bolsonaro. O texto recebeu parecer favorável do senador Fabiano Contarato (PSB/ES) na CCJ e do senador Carlos Viana (Podemos-MG) na CMA. Porém, diante da pressão de uma enquete feita no site oficial do Senado, Viana pediu a retirada do projeto da pauta na reunião da CMA da última quarta-feira para reavaliar seu parecer.

De acordo com o autor do PL 304/2017, outros países estão tomando decisões semelhantes. Reino Unido e França querem proibir a venda de veículos movidos a combustíveis fósseis a partir de 2040; a Índia, a partir de 2030; e a Noruega, já em 2025. O senador afirma que esse tipo de veículo é responsável por um sexto das emissões de dióxido de carbono na atmosfera, gás proveniente da queima de combustíveis fósseis e importante agente causador do efeito estufa, que leva ao aquecimento global.

“O Brasil não pode ficar à margem dessa discussão, já que a indústria automobilística aqui instalada tem todas as condições de produzir automóveis tão avançados quanto os usados no exterior”, afirma Nogueira na justificativa do projeto.

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Relator da matéria na CMA, Viana concorda com o argumento, lembrando que a Constituição Federal assegura o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Ele destaca os compromissos internacionais do Brasil na redução de emissões de gases de efeito estufa e argumenta que o Legislativo deve sinalizar seu compromisso com a descarbonização da economia brasileira.

“A migração para veículos menos impactantes ao meio ambiente, de tração elétrica e movidos a biocombustíveis, não só reduzirá significativamente as emissões de gases do efeito estufa do setor de transportes, mas também incentivará a indústria do etanol e dos biocombustíveis”, conclui o relator.

Há, no entanto, algumas exceções à regra proposta. Segundo o texto original do projeto, automóveis de coleção, veículos oficiais e diplomáticos ou carros de visitantes estrangeiros poderão continuar circulando no país, ainda que usem combustíveis fósseis.

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O projeto de lei foi apresentado em 2017 por Nogueira mas, sem concluir os trâmites burocráticos de análises e votações durante os anos seguintes, acabou arquivado com o fim da última legislatura, em 21 de dezembro de 2022. Apedido do autor, a proposta foi desarquivada em 2 de maio de 2023.

Agora, a análise terminativa do PL 304/2017 na Comissão de Meio Ambiente depende apenas do jogo político no Senado.

 Cientistas brasileiros,…

Novas análises em um sítio arqueológico da cidade de Laguna, em Santa Catarina, refutam a teoria de que indígenas teriam tomado lugar dos povos que construíram sambaquis por mais de cinco mil anos na costa catarinense. Essa descoberta revoluciona a história da ocupação do litoral brasileiro. O estudo foi conduzido por pesquisadores do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesp).

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…belgas e americanos…

O estudo publicado na revista científica Plos One na última quinta-feira também contou com a participação de cientistas de Santa Catarina, Estados Unidos, Bélgica e França, mostra que os povos construtores de sambaquis de Laguna não foram substituídos por ancestrais dos povos Jê do Sul, como se acreditava até então.

…revolucionam a história…

Monumentos mais emblemáticos da arqueologia da costa sul-americana, os sambaquis são grandes montes de conchas e ossos de peixes erguidos intencionalmente. Foram usados tanto como habitação quanto como cemitérios e para demarcar território.

…do litoral brasileiro

Nas camadas mais recentes desses montes, são encontrados restos de cerâmica semelhante à dos ancestrais dos povos indígenas Jê do Sul (Kaingang e Laklãnõ-Xokleng). Esse foi o motivo pelo qual se aventou que as populações do planalto catarinense tenham substituído os construtores de sambaquis, o que foi refutado agora.

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Ofertas na feira

Abacate, caqui rama forte, limão taiti, mamão formosa, goiaba branca, abóboras moranga e paulista, batata-doce rosada, berinjela, chuchu, mandioca, acelga e milho verde fecham a semana com preços em baixa na Ceagesp, a maior central atacadista de alimentos in natura da América do Sul.

Filosofia do campo:

“Nos estreitos, esquisitos e escamosos caminho do roçado do bom Deus, onde o vento encosta o lixo e as pragas botam os ovos, o povão só berra da geral sem nunca influir no resultado”, Plínio Marcos (1935/1999), dramaturgo santista.